terça-feira, 22 de maio de 2018

Nova Proposta de Vídeos: Vamos Falar de Tabela Periódica?

Em breve vou iniciar uma série de vídeos muito legais, onde vou discutir Tabela Periódica. O objetivo é conseguir deixar essa ferramenta científica mais simples para as pessoas e também, desmistificar os elementos químicos. Para isso pretendo explicar desde coisas bem simples, como as famílias dos elementos e seus períodos, até mesmo como funciona as tendências na tabela.




Obviamente, também trarei a ficha técnica dos elementos químicos e, quando possível, uma amostra do mesmo. Nesse vídeo, que na real é mais um aviso de que vou iniciar essa abordagem em breve, eu já mostro um pouquinho de Mercúrio.

domingo, 13 de maio de 2018

O que é um Ácido e uma Base?

Uma grande dúvida, que pessoas que estão iniciando nos estudos de química, é o de interpretar o que é um ácido e o que é uma base. Historicamente, determinar o que era um ácido e o que era uma base não foi um processo tão trivial, pois tanto os ácidos como as bases podem possuir comportamentos semelhantes. 

Tanto um ácido quanto uma base, podem ser muito agressivos, no que se refere a qualidades corrosivas, ou ainda, na toxicidade e periculosidade, sendo que, o uso sem segurança pode trazer danos perigosos para a saúde.


Inicialmente, a grande diferença que existia para com um ácido e uma base, estava relacionado com o sabor dos mesmos, sendo que, uma substância ácida sempre tinha um sabor azedo (ácido) ou picante, enquanto que, uma base, sempre tinha um sabor adstringente (que causa o amarrar da boca). 

Todavia, não é correto aspirar compostos químicos, ingerir ou mesmo entrar em contato com a pele, pois como foi dito anteriormente, existe toxicidade em ácidos e bases. Dessa forma, havia uma necessidade de se determinar uma teoria, a qual, ajudaria a determinar o que era uma base ou um ácido sem ter que experimentar soluções.

Nesse contexto, dentre de estudos avançados sobre a ionização de compostos, um químico sueco chamado Svante Arrhenius, desenvolveu uma teoria, a qual dizia que:

"Compostos que quando se encontram dissolvidos ou diluídos em água e que possibilitam a passagem de corrente elétrica, são composto que liberam íons na solução, todavia, compostos que não auxiliam na condução elétrica, quando se encontram em solução, não liberam íons no meio."

Dessa forma, surge o conceito de substâncias iônica e substâncias moleculares. Como os ácidos e as bases propiciavam um aumento na condutividade elétrica na solução, isso indicava que os mesmos liberam íons no meio, caracterizando-os como substâncias iônicas.

Svante Arrhenius definiu então que:

"Baseado no fato de que, pequenas quantidades de moléculas água se autoionização, ou seja, produzem íons H+ (Hidrônio) e íons OH- (Hidroxila) no meio, um ácido, por ser um composto que possui o H+, seria o responsável por aumentar a concentração desse íon no meio, enquanto que, uma base, por possuir em sua composição molecular o OH-, seria a espécie responsável por aumentar a concentração desse íons no meio."

Figura 1: Svante Arrhenius foi um químico sueco, que ganhou o Prêmio Nobel de Química em 1903. Sua teoria auxiliou na compreensão da existência de compostos que produziam espécies com cargas, que só existem em meio aquoso. Essas compostos ganharam o nome de Substâncias Iônicas e as espécies que eram produzidas foram denominadas íons.

Assim, ficou determinado que, dentro da teoria de Svante Arrhenius para ácido e base, todo ácido seria composto por ao menos uma espécie H+, enquanto que, uma base por ao menos uma espécie OH-. Com isso, ao reagir essas espécies, há sempre a produção de moléculas de água e sal. Em outras palavras, os íons Hidrônio e Hidroxila, por serem as espécies que definem um ácido e uma base, respectivamente, ao entrarem em contato, geram água como produto principal da reação e um sal proveniente do Cátion (íon positivo proveniente da base) e do ânion (íon negativo proveniente do ácido).

Um fato interessante, e que tem que ser muito bem frisado, é que um ácido ou uma base, só vão ter seus íons representativos, se e somente se, estiverem dissolvidos ou diluídos em água, uma vez que, um íon somente existe em solução aquosa. Dessa forma, soluções superconcentradas de "ácidos" ou de "bases", os quais não se encontram em solução aquosa, mas sim no estado líquido, não possuem íons no meio, o que, dessa forma, não os caracterizam como espécie ácida ou espécie básica. Por esse fato, quando se abre um frasco de ácido e, verte seu conteúdo sobre alguma outra substância, dá a impressão que o ácido não é tão forte, todavia, deve-se notar que o composto não está realmente liberando o íon H+ no meio, o que realmente é o íon que define um ácido. 

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Como Surge a Divulgação Científica - Segunda Parte.

Nesse vídeo, apresento a segunda parte sobre o que é e como surge a Divulgação Científica. No caso, mostro a definição criada por Philippe Roqueplo no ano de 1974, a qual serviu de base para compreender o que estava ocorrendo educacionalmente na segunda metade do século XX.


Além disso, também é criada uma lei no ano de 1980, a qual obrigava todos os canais norte-americanos a terem em sua grade semanal, ao menos um programa da área de ciências. Dessa forma surge em 1980 o programa Cosmos, o qual era apresentado por Carl Sagan e em 1992 o famoso The Beakman's World, apresentado por Paul Zaloom. Nesse escopo surge então um questionamento: Como identificar um programa de Divulgação Científica?

Figura 1: Carl Sagan  X  Paul Zaloom.

O questionamento surge, pois um programa de Divulgação Científica, devia se utilizar de termos corretos de ciências e não de possíveis animismo, o que era e é algo errado didaticamente.

A primeira parte desse texto pode ser encontrada no seguinte link: Como Surge a Divulgação Científica - Primeira Parte.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Chegamos a 100 mil visualizações! Muito Obrigado!

No ano de 2008, quando entrei no curso de licenciatura em química, eu tinha como objetivo compreender a ciência e a natureza de forma mais aprofundada e, ensinar todos os mistério do mundo para futuros alunos, ou seja, eu era muito idealista!

Todavia, essa é uma forma de pensar muito imatura, de quem ainda não sabe o quanto é burocrático e até mesmo "burrocrático" o mundo acadêmico, ou seja, para conseguir aprender, você tem um esforço muito grande vinculado a corresponder essas obrigatoriedades e, para ensinar o esforço é redobrado. Dessa forma, essas necessidades fazem com que a pessoa que tem vontade de se tornar um professor acabe desanimando.

Eu passei por isso obviamente e, uma forma, de trazer mais ímpeto pela busca do conhecimento e também tentar melhorar a empregabilidade no que tange ao ensinar, iniciei esse blog em 2013. Ou seja, já estamos produzindo conteúdo a um bom tempo.

Essa semana, chegamos a um número simbólico, mas muito interessante de visualizações desse blog, o que mostra que, mesmo levando de 5 a 6 anos de produção, foi possível alcançar um bom número de pessoas. Esse número totaliza 100 mil visualizações.


Figura 1: Total de visualização da página no dia 19/04/2018.

Isso não quer dizer que houveram 100 mil pessoas vinculadas às publicações do blog, mas sim, que entre as atuais 76 publicações, tivemos uma distribuição de visualizações bastante relevantes. Dentre o top 5 das publicações mais visitadas temos:

1 - Livros Importantes (atualmente 11794 visualizações);
2 - Química dos Elementos (atualmente 6783 visualizações);
3 - Pilhas Galvânicas e de Concentração (atualmente 3759 visualizações);
4 - Botões da Calculadora (atualmente 3240 visualizações);

Esse blog, foi um passo importante para minha iniciação no mundo acadêmico como professor, pois, me possibilitou explicar conteúdos usando diversas formas de mídias, sendo, escritas, faladas e até mesmo filmadas.

Agradeço a quem visitou o blog e, me sinto feliz se pude ajudar em algum assunto científico ou acadêmico.


terça-feira, 10 de abril de 2018

Como surge a Divulgação Científica? Primeira Parte.

O que é Divulgação Científica?
Essa é uma pergunta que iremos tentar responder nesse vídeo e também em vídeos posteriores, uma vez que o assunto é bastante amplo. Todavia, nesse vídeo, vamos começar com o contexto histórico, que é bastante singular e interessante de ser discutido.


A Divulgação Científica é um fenômeno e atividade que se inicia durante os anos de 1950, principalmente nos EUA, durante o período da Guerra Fria. Nesse período ocorreram desenvolvimentos tecnológicos bastante relevantes e, que ajudaram a formalizar uma mudança no escopo científico.

O primeiro satélite artificial desenvolvido, foi o Sputnik I, baseado em tecnologia Soviética do fim dos anos 1950.

O grande intuito da Divulgação Científica era o de fazer com que a ciência fosse apresentada o quanto antes para às pessoas, sendo que dessa forma, haveria mais probabilidade de inspirar a carreira científica e, assim, a popularizar. Dessa forma, as escolas começaram a se adequar a uma nova metodologia de ensino, conhecida como Ensino por Descoberta. Para que se adequassem a essa nova estratégia, laboratórios e feiras de ciências, começaram a serem comuns nas escolas. Além disso, a mídia começou a fomentar também artigos e programas na área de ficção científica, ajudando em muito na popularização da ciência.

A primeira pessoa a definir o termo Divulgação Científica, foi o francês Philippe Roqueplo, no ano de 1974. Ele tentava explicar o fenômeno da popularização da ciência e, qual a necessidade de ocorrer.

domingo, 25 de março de 2018

Fake News Científica!

Uma das coisas mais graves no que se refere a popularização da ciência, se relaciona diretamente com o fato de que, muitas pseudo-ciências são passadas e repassadas entre as pessoas via redes sociais.

Obviamente, grande parte desse conteúdo não é revisado, sendo que muita gente publica conteúdo "científico", mas que na realidade, não passam de material com intuito de buscar os chamados "clicks", uma vez que, quanto mais acesso em páginas específicas, mais dinheiro via exposição e propaganda é gerado.



Dessa forma, muitas coisas milagrosas são apresentadas, como remédios fantásticos, terraplanismo, ufologia, alquimia, astrologia, dentre muitas outras coisas que remetem muito a chamada pseudo-ciência.

Conteúdos de cunho milagrosos, acabam por chamar muita atenção e, chamando muita atenção, acabam disseminando mentiras e deturpando a imagem do cientista. Todavia, o grande problema não é a geração de receita com as visualizações de páginas, mas sim, com esse fomento da ciência falsa, que acaba por criar a chamada "ignorância científica", a qual deve ser sempre combatida.

A ignorância científica é um fenômeno popular muito grave, pois pode trazer muitos males, uma vez que, uma informação errada pode levar a uma pessoa se intoxicar ou agravar doenças, ou mesmo se embasar em conteúdos que podem prejudica-la.

Com isso, é muito importante buscar as referências de uma informação que diz-se ser científica, ou seja, buscar o artigo científico de onde vem a informação. Se não for possível encontrar um artigo sobre o assunto, sempre coloque a informação em cheque até que a mesma seja provada.

sábado, 10 de março de 2018

Como se preparar para as burocracias da pós-graduação no ingresso do mestrado ou doutorado?

Nesse vídeo, eu explico um pouco sobre como são e, quais são, as burocracias iniciais para começar um curso de pós-graduação, seja mestrado ou doutorado.



Esse tema, eu já abordei em um texto ano passado (Como se preparar para as burocracias da pós-graduação no ingresso do mestrado ou doutorado), entretanto, creio que pode ser interessante utilizar textos mais antigos, na forma de vídeo e áudio, pois nem todos tem muito tempo para ler um conteúdo mais extenso. 

Além disso, consigo manter duas abordagens diferentes para produção de conteúdo e divulgação, o que auxilia bastante a rotação do blog e do canal do YouTube.