Este é um espaço para divulgação dos trabalhos, interpretações, discussões, analises, reflexões e aprendizados desenvolvidos durante o curso de licenciatura em química.
Os elementos químicos, diferente do que se imagina, eles não surgiram ao mesmo tempo no big bang, mas sim, em momentos específicos após a grande expansão. O primeiro elemento a surgir foi o Hidrogênio, seguido do Hélio, através da fusão dos núcleos de Hidrogênio (Deutério e Trítio principalmente). Após alguns milhares de anos se iniciou a produção de Lítio dentro de estrelas, em que um átomo de He funde com um átomo de H, formando um núcleo com 3 prótons.
Esses elementos serviram de base para todos os outros elementos transurânicos. Elementos mais pesados como Ferro, Ouro, Urânio, todos surgiram devido a fusão de núcleos a uns 13 bilhões de anos, sendo que o universo, especula-se ter 13,7 bilhões de anos. Em outras palavras, em torno de 700 milhões de anos foram produzidos basicamente Hidrogênio e Hélio no universo.
Atualmente, um dos caminhos que muitos profissionais graduados tomam é o de servidor público temporário, em outras palavras, você trabalha como um efetivo, por tempo limitado, mas não tem o direito de efetivação. Dentre desse escopo existem 3 áreas, a federal, a estadual e a municipal, sendo que cada uma dessas esferas limita a um contrato de 1 ano, prorrogável para no máximo mais 1 ano, sendo que, os contratados são renovados a cada 6 meses.
Para ser contratado, a pessoa passa por um processo seletivo (diferente de concurso), sendo que a quantidade de documentos é bastante grande para ser admitido.
Talvez um o servidor temporário, o professor substituto, seja uma das únicas possibilidades instantâneas para um profissional que está desempregado e que possui alta formação.
O grande problema é que essa modalidade fecha portas também, uma vez que o processo seletivo limita em 2 anos, dentro da esfera do contratado, de participar de novos processos seletivos. Em outras palavras, se eu trabalho por 6 meses como professor substituto na esfera federal, fico impossibilitado por 2 anos de participar de novos processos seletivos na esfera federal. Posso prestar concurso, mas processo seletivo nessa esfera é impossibilitado, pelo fato de que, após 3 anos, o servidor alcança estabilidade. Dessa forma, o estado teria que efetivar tal servidor.
Um calázio nada mais é do que um acúmulo de gordura que surge devido ao entupimento de um canal lacrimal. Esse canal vem de uma glândula que se localiza atrás da sobrancelha. Como o líquido lacrimal não é drenado, esse material se acumula e acaba se solidificando na forma de uma gordura. O tratamento se dá com o aquecimento da área inchada com o uso de compressas de água morna, além do uso de colírios para lubrificar os olhos. Entretanto a maioria das vezes esse problema só se resolve com uma cirurgia. Esse procedimento é feito por um oftalmologista, sendo que ele irá levantar sua pálpebra e retirar o cisto com o uso de uma pinça especial. O problema é que o calázio pode voltar, então o uso contínuo de colírio é extremamente importante.
Após gravar esse vídeo eu vi uma pesquisa que correlaciona o uso das máscaras e o aumento de casos de calázio, pois como a respiração acaba liberando o ar para cima, os olhos ficam secos mais facilmente, o que leva ao entupimento da do orifício lacrimal, que se encontra atrás dos cílios.
As gorduras são lipídios de origem de ácidos graxos. Os ácidos graxos são ácidos carboxílicos com cadeia longa, sendo que, pelo fato de a cadeia ser muito longa, mesmo havendo a cabeça de ácido carboxílico, o efeito indutivo acaba sendo muito fraco e, dessa forma, a substancia se comporta como apolar. Sendo assim, não se solubiliza em água, pois essa é polar. As gorduras são saturadas em grande parte de sua estrutura, todavia, em alguns pontos podem possuir insaturações. Essas insaturações quando rompidas, liberam energia, sendo importantes fontes para o organismo, por esse motivo, apesar de terem o escopo de vilãs, as gorduras são importantes no organismo, mas nunca podem ser ingeridas, ou se acumularem em excesso.
Existem também os fosfolipídios, que são estruturas esterificadas (reação entre ácidos carboxílicos e glicerol), com a presença de um fosfato (a terceira esterificação do glicerol ocorre com ácido fosfórico). Essas gorduras se tornam fontes importantes de fosfatos, os quais se ligam com a pentose e uma base nitrogenada, para auxiliar na formação de um nucleotídeo (parte fundamental do DNA). Além das gorduras também existem os óleos, como o Ômega 6, esses óleos são importantes para ajudarem a manterem a lubrificação e hidratação de diversos locais do corpo, como por exemplo nos olhos.
Quando esses óleos, que são insaturados, ou seja, possuem duplas ligações, se tornam saturadas, elas liberam energia e acabam se solidificando na forma de gorduras. Sendo assim, o óleo presente na lágrima acaba por se solidificar e acumulando na pálpebra. E forma-se assim o calázio.
As bactérias púrpuras são seres autótrofos, conhecidas como Tiobactérias, ou seja, se utilizam de enxofre em seu metabolismo. Mais especificamente o termo "TIO", se refere ao enxofre, ou seja, são bactérias sulfurosas. O que as difere das cianobactérias, é que em vez de utilizar água, juntamente com dióxido de carbono (CO2), para a produção de açúcar no processo de fotossíntese, elas usam de um ácido muito similar à água, no caso o Ácido Sulfídrico (H2S). Nesse processo, em vez de liberar gás oxigênio (O2), essas bactérias liberam o enxofre.
Obviamente que elas dependem de água para existirem, uma vez que seu citoplasma é feito de água, entretanto, esse ser vivo conseguiu se adaptar a um meio agressivo, entretanto, que era rico em uma espécie química similar à água.
Observar a existência desse tipo de bactéria abre uma discussão sobre a possibilidade de que em outros planetas possam existir seres vivos que sobrevivam em ambientes inóspitos, como lagos sulfídricos. Todavia, isso não exclui a necessidade da presença da água.
A maior extinção que ocorreu na história do planeta Terra, para a surpresa de muitos, não foi a extinção no fim da era Mesozoica, com diversos eventos geológicos e a queda de uma rocha espacial, a qual matou a maioria dos dinossauros. Na realidade, a maior extinção ocorreu no fim do período Permiano, a mais ou menos 252 milhões de anos atrás, matando cerca de 90% de todos os seres vivos, tanto, seres aquáticos, quanto marinhos.
No caso, nessa época ocorreu um evento de grandes proporções onde hoje conhecemos como os Trapps Siberianos. O termo geológico Trapp, não tem nenhuma relação com “armadilha” do inglês, mas sim com “escadas” do sueco, uma vez que são derrames basálticos oriundos de erupções vulcânicas imensas, as quais se solidificam na forma de escadas, muito similar as pirâmides Astecas.
Essas erupções duraram cerca de 60 mil anos e despejaram na atmosfera quantidades absurdas de substâncias que geram efeito estufa, mas que também auxiliam a geração de ácidos. Conforme a lava basáltica era derramada, ela queimava a vegetação que se encontrava no caminho, o que levava um aumento de carbono na atmosfera, na forma de CO2, o grande problema é que esse CO2 não voltava para o ciclo do carbono. As plantas absorvem o CO2 da atmosfera para auxiliar na produção de alimento, no processo da fotossíntese, entretanto, como esse carbono entra na atmosfera, mas não pode ser absorvido pelas plantas, ele acaba se acumulando. Com essa alta concentração atmosférica no fim do Permiano, aconteceu dois efeitos brutais no nosso planeta.
O primeiro foi o aquecimento, uma vez que além do CO2, os vulcões liberavam grandes quantidade de CH4, ou seja, gás metano, o qual é bem mais efetivo no efeito estufa. Esse processo aqueceu muito o planeta, levando a uma evaporação maior da água dos corpos d’água. A molécula de água é na realidade mais efetiva ainda que o CH4 no efeito estufa, o que promoveu fenômenos de seca extrema, seguido de chuvas torrenciais. O que levou os seres vivos terrestre a começarem a morrer de fome e de sede.
Nos mares, devido ao acumulo de gases como o CO2 e também de gases a base de enxofre, como o SO2 e o H2S, ocorreu a acidificação das águas. Entretanto, diferentemente do que ocorreu na terra, o efeito nos mares foi mais lento, uma vez que as águas possuíam uma certa alcalinidade, o que auxiliou a controlar o processo de acidificação, entretanto, esse efeito foi superado nos últimos 10 milhões de anos do Permianos, o que promoveu a extinção em massa de seres marinhos, como por exemplo, os famosos trilobitas.
O comparativo de velocidade do despejo de gases estufa e ácidos na atmosfera atual com a do Permiano, demonstra que estamos em um ritmo muito mais acelerado, todavia, a quantidade de material expelido nem se compara com aquela época, uma vez que foram mais de 30 gigatoneladas de CO2 na atmosfera e isso durante 60 milhões de anos. É um tempo 60 vezes maior que a existência dos ser humano e 1/3 do tempo de existência dos dinossauros, muito provavelmente o ser humano não conseguiria, nem se tentasse, produzir essa quantidade de gases. Contudo, sempre existe a possibilidade de um cataclismo, algum super vulcão entrar em erupção, como o que se encontra em Yellowstone, nos EUA, e despejar uma quantidade astronômica de gases, que somados ao que o ser humano produz, causaria um estrago muito grande.
Tivemos um exemplo disso no ano de 1991, quando nas Filipinas o vulcão Pinatubo entrou em atividade após 500 anos, sendo a mais poderosa erupção do século XX. Essa erupção liberou muito enxofre na atmosfera, o que a formação de ácido sulfúrico e, diferentes do esperado aquecimento, ocorreu um princípio de inverno nuclear, sendo que as moléculas de H2SO4, refletem a luz do sol. Esse fenômeno foi capaz de baixa a temperatura da Terra em 0,5°C por alguns meses.