domingo, 13 de setembro de 2015

Como as orbitas moleculares descrevem as ligações químicas?

Os átomos são compostos basicamente por três partículas, os prótons que são carregados positivamente e se encontram nos núcleos atômicos; os neutrons que são partículas sem carga e que existem no centro do núcleo com finalidade de evitar uma grande repulsão entre os prótons e por fim os elétrons, que são partículas muito pequenas, cerca de 1836 vezes menores que um próton, possuindo carga negativa.

Porém os elétrons não se encontram dentro dos núcleos, mas sim em regiões externas ao núcleo, onde essas partículas podem ser encontradas baseando-se em calculos probabilísticos, uma vez que não se pode determinar a posição e a velocidade de um elétron (proveniente do princípio da incerteza), o que se determina são probabilidades de se encontrar o mesmo. Logo atravéz de complexos cálculos probabilísticos da mecânica quântica, encontramos determinadas densidade eletrônicas, ou seja, as regiões do espaço ao redor de um núcleo (conisderado um ponto estático positivo) em que existe uma alta possibilidade de se encontrar ao menos duas cargas negativas, se considerarmos que na mesma região possamos ter cargas com spins contrários. Essa densidade de carga é denominada orbital atômico, e respeitam uma hierarquia energêtica de distribuição de cargas, baseada no princípio de distribuição eletrônica em estados quantizados enunciado por Pauli.

Proveniente da ideia de que toda ligação química ocorre na camada de valência, ou seja, uma região energética, onde os elétrons se encontram dentro dos orbitais, porém o mais longe possível do núcleo. Na teoria do Orbital Molecular (TOM) temos a ideia de que para se formar uma ligação química, esses orbitais que possuem maior nível de energia, ou seja, que estão mais longe do núcleo, acabam por interagir com os de outro átomo, nessa mesma condição, superpondo-se um ao outro. Pode ocorrer dos átomos serem diferente e isso levar a dois orbitais, com energias diferentes a se aproximarem e ocorrer essa superposição. Por exemplo um orbital do tipo s, respeitando o eixo da ligação interage com um orbital do tipo p e forma um orbital molecular ligante do tipo sigma. Também pode ocorrer dos orbitais não respeitarem o eixo, porém o nível energético possibilitar uma hibridização e então ocorrer a ligação, formando então um orbital molecular pi. E por fim, se não existir uma equivalência do eixo de aproximação dos orbitais e altas energias, ocorre uma superposição do tipo não ligante.

Logo uma ligação química pode ser descrita como uma região entre dois núcleos carregados positivamente, onde existe uma região com superposíção de órbitais de valência, ou seja, uma região onde tempos uma condição energética propícia para que densidades calculadas probabilísticamente consigam interagir de forma a darem origem a uma ligação química.

domingo, 7 de junho de 2015

Retornaremos em breve :)

Pessoas que gostam de química, aspirantes a professores, professores, amantes de ciências... E que gostam da proposta do blog. Hoje esse espaço se encontra um pouco não tão movimentado em relação a quantidade de postagens dos anos anteriores, e isso se dá, pois estou fazendo mestrado em química computacional (quântica) no Instituto de Química de São Carlos - USP, o que acaba por ocupar muito tempo, porém em breve trago novas postagens, que espero serem úteis para o crescimento de todos nós, seja no quesito curiosidade ou mesmo técnico de formação. Pretendo trazer mais coisas referente a formação de um professor, como metodologias de ensino, curiosidades sobre universidades estrangeiras, exercícios resolvidos de nível médio e superior. E como sempre, agradeço a visita de todos a este humilde blog :)

quinta-feira, 27 de março de 2014

Nanopartículas

Em engenharia, física e química existe um estudo um tanto quanto moderno que é o da nanotecnologia, ou seja, um ramo da ciência que desenvolve tecnologia a um nível nanoscópico. Os principais objetos do estudo da nanotecnologia são partículas compostas por diversos átomos formando uma estrutura que se comporta como uma unidade inteira, em termos de ponto de fusão, ebulição, vibração, movimentação no meio dentre outras coisas. Essas partículas são conhecidas como Nanopartículas.

O prefixo Nano é uma menção a unidade de medida que denota um fator de 10^ -9, ou seja, Nanopartícula é uma partícula que se encontra dentro da escala dessa unidade, como unidade de medida é o metro, temos que a unidade de medida que o fator que denota o nano multiplica é o próprio metro. Logo 1 nanômetro (1 nm) corresponde a 10^ -9 metros.

Existe uma definição que diz que um nanopartícula possui um tamanho de aproximadamente 100 nm ou menor, porém isso não é um consenso, uma vez que essa área da ciência ainda é relativamente moderna e novas descobertas se dão sempre, estruturando novos conhecimentos e caminhos.

Uma coisa muito relevante do estudo das nanopartículas é que elas possuem características completamente diferentes do material original que as gerou. Desde a estrutura até temperaturas de fusão e ebulição por exemplo. Elas são classificadas referente ao tamanho, sendo o diâmetro, sendo que partículas finas são capazes de cobrir áreas entre 100 a 1200 nm e partículas superfinas conseguem cobrir uma área de 1 a 100 nm, sendo o próprio tamanho das nanopartículas superfinas entre 1 a 100 nm. Logo podemos dizer, e isso fica bem óbvio, que o critério mais importante que definem as qualidades de uma nanopartícula é o tamanho das mesmas.

Uma nanopartícula pode ser composta por mais de um tipo de átomo e ter comportamento e características bastante diferentes do material de origem. Essas nanopartículas também podem ser modeladas e então o número de átomos que as compõem podem ser adicionados em porcentagens que modificam as qualidades do material conforme as porcentagens vão sendo alteradas.

Laboratorialmente as nanopartículas podem ser desenvolvidas com a agregação de pós finos de materiais que se desejam estudar. Muitas nanopartículas podem ser produzidas a temperatura ambiente. A modelagem das partículas podem ser desenvolvidas computacionalmente e suas características estudadas com auxílio de mecânica clássica e dinâmica molecular com programas como Gromacs, LAMMPS, DL_Poly dentre outros.

Computacionalmente existem problemas que tem que ser minimizados energeticamente, com possíveis sobreposições de átomos, por isso quando se modela uma partícula ou um sistema deve-se rodar uma simulação onde se tem o calculo das posições de cada átomo no espaço gerando um arquivo que garante posições que não se tem sobreposições desses átomos.

As formas das partículas também são relevantes, havendo estruturas com diversas faces, sendo essas faces de importância para o comportamento das nanopartículas, logo, existem números chamados "mágicos" que estruturam uma partícula perfeitamente. Os mais comuns são 586 e 1289 átomos, formando uma estrutura com 20 faces, possuindo faces com formatos hexagonais e quadradas. Com essas quantidades de átomos temos o encerramento perfeito da estrutura de uma partícula com 586 ou 1289 átomos, evitando que algum átomo fique fora da estrutura e altere a energia do sistema aumentando-na.


Acima temos uma nanopartícula de ouro de 3,5 nm com 1289 átomos e aquecida a 298 K.




Nanopartícula de Platina, como 1289 átomos. A simulação para se chegar nessa partícula foi feita com temperatura crescendo de 300 K a 1200 K numa razão de 50 K. A partícula da imagem está a 300 K e possui tamanho de 3,5 nm.


As nanopartículas podem ser usadas para diversas coisas desde indústria até medicina. Na indústria elas tem um forte apelo para o desenvolvimento de catalisadores, ou seja, servem para que reações químicas se deem mais rápidas devido ao abaixamento da energia de ativação do sistema por causa das interações que as mesmas tem com componentes do processo químico. Isso garante um lucro maior das indústrias, pois se tem um menor gasto energético para se produzir quantidades muito grandes de produtos. São muito empregadas na indústria siderúrgica. Na área de medicina podem ser usadas como receptores de enzimas e ajudar no tratamento contra o câncer dentre diversas outras coisas.  

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Plano de Aula - Como montar e por que usar?

O Plano de Aula é um documento onde se disponibiliza e se organiza os dados e sequência de uma aula, ou seja, um recurso para se seguir e não se perder durante o desenvolvimento da mesma.

Ele é dividido em tópicos e os mesmos devem ser objetivos e sintetizar de forma organizada e resumida o que propõem. 

*Os Dados Essenciais servem para dizer onde e quando a aula será aplicada.
*A parte de conteúdo deve abordar sobre o que a aula vai falar.
*Os Objetivos devem ser escritos no imperativo, pois representam ações que serão feitas, observadas ou cobradas em sala.
*Recursos Didáticos servem para explicitar como a aula será aplicada.
*Referências Bibliográficas devem ser lembradas também, pois servem de recurso histórico para saber qual a base de conteúdo da aula.
*Deve ocupar uma página do tamanho A4.

Abaixo há um exemplo de Plano de Aula, onde uma aula de Reações de Simples e Dupla Troca é planejada.

1- Dados essenciais:
      Data: ------
      Nome da Escola: -------
      Nome do Professor: -------
      Disciplina/Turma: ------ 
      Tempo de aula: 50 minutos.

      2 - Conteúdo a ser abordado:
Reações de Simples Troca: Em Química, uma reação de simples troca ou reação de deslocamento ou ainda reação de substituição é uma reação onde há dois reagentes e dois produtos, sendo que um reagente é um elemento químico e o outro é um composto, e entre os produtos há igualmente, um elemento e um composto. Uma reação de simples troca possui a forma: A + BC → B + AC.
Reações de Dupla Troca: Em Química, uma reação de dupla troca ou reação de metátese é uma reação onde há dois reagentes, ambos compostos gerando dois produtos, sendo que são igualmente dois compostos, permutando entre si dois elementos ou radicais. Uma reação de dupla troca pode ser descrita da seguinte forma: AB + CD → AD + CB.
Utilização de tais reações na indústrio e o que elas podem produzir, como a produção de silício usado em componentes eletrônicos.

      3 - Objetivos:
    Os alunos devem compreender as características fundamentais de como ocorrem as reações químicas, conseguindo identificar qual delas é uma reação de simples troca e qual é uma reação de dupla troca.

            3.1.  Objetivos Específicos:
 Ao nível de conhecimento adquirido: Comparar e constatar as diferenças de estruturais dos produtos após a reação ser finalizada.
      Ao nível de aplicação do conhecimento adquirido: Perceber, descrever e ilustrar como se dá a troca de espécies entre os compostos das reações.
     Ao nível de solução de problemas: Conseguir debater, escolher, organizar e propor quais, átomos ou espécies químicas de uma molécula são mais propícios para formar ou formarem pares com outros, átomos ou espécies da outra molécula envolvida na reação.

      4 -  Recursos Didáticos: Utilização de lousa, exposição oral do conteúdo da aula e material didático de estruturação de moléculas para ilustrar as reações em uma visualização que extrapole somente o uso da lousa e reações escritas na forma de equações.

        5 - Bibliografia:
       Química Essencial / João Usberco, Edgard Salvador – 1. Ed. – SP : Saraiva, 2001.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Por que os Fogos de Artifício são coloridos?

A aproximadamente 20 séculos atrás  na China, o homem teve contato com um novo composto, que surgiu sem querer através da mistura de Salitre (Nitrato de Potássio), Enxofre e Carvão, que possuía a capacidade de explodir quando moído e exposto a alguma fonte de calor, esse composto era a pólvora. Com a descoberta de tão interessante composto, o ser humano começou a perceber que o mesmo podia servir para produzir trabalho que levaria muito tempo para ser feito por homens, ou seja, era uma bom artefato para agilizar certos serviços pesados.

Porém uma das primeiras utilidades da pólvora esteve relacionado com a área de entretenimento, ou seja, a princípio a grande capacidade energética que a pólvora tinha, não era usada para fins se não de espetáculos.

Os chineses foram o primeiro povo a vislumbrar uma queima de fogos de artifício, com diversas cores explodindo em homenagem ao imperador ou eventos do calendário.

Mas como um fogo de artifício explode em cores diferentes, o que a pólvora tem a ver com isso?
A pólvora não tem muito a ver com a cor das explosões, porém a explosão somente se dá por causa da deflagração de um cartucho de pólvora. Esse composto ao receber energia na forma de calor ou pressão, ele torna-se muito instável, ocorrendo uma reação onde se tem uma expansão de gases muito rápida, ou seja, uma onda de choque juntamente com gases quentes se movem em todas as direções com extrema violência, caracterizando assim uma explosão.

A cor da explosão se dá pelo fato de junto ao cartucho com pólvora haver também alguns pedaços de um determinado metal. Cada metal puro, quando exposto a uma chama, é capaz de liberar uma luz colorida, podendo ser diferente da cor da chama ao qual o metal é exposto. Esse é um procedimento muito conhecido atualmente e aplicado em aulas de Química Analítica, chama-se Teste de Chama e é uma análise qualitativa do elemento químico em questão. 

O efeito se dá com o fornecimento de energia aos elétrons do metal, que tornam-se excitados e passam de um sub-nível energético inferior para um nível energético superior, porém a excitação dura pouco tempo, o que força o elétron retornar para seu sub-nível de energia mais estável (o que necessita de menos energia para ser estável), liberando assim a energia acumulada sem uso na forma de luz (fóton). Como os elétrons mais externos estão em sub-níveis, em orbitais e em períodos diferentes, cada átomo da tabela tende a ter cor diferente a outros comparando tudo isso, porém pode ocorrer de átomos muito grandes possuírem configurações e energias muito parecidas, levando assim a terem cores parecidas no teste de chama.

Excitação do Elétron recebendo e energia na forma de calor e Relaxamento do mesmo liberando um fóton  


Nos fogos de artifício, a liberação de energia na forma de calor é tão grande, que queimam os metais que se encontram junto do cartucho. Esses metais então tem seus elétrons excitados e logo em seguida relaxam novamente até o nível energético mais estável, liberando determinada luz colorida com o excesso de energia que não foi usada para manter o elétron excitado.


Abaixo temos uma tabela com os metais mais usados e as cores que liberam quando queimados. 


Podemos ver as explosões no vídeo e as cores no seguinte vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=bbzPuYqqv5k



Praticamente todos os metais citados na tabela estão presentes nas explosões dos fogos desse vídeo.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Por que usa-se silício em componentes eletrônicos de condução e não mais metais?

Antigamente os aparelhos eletrônicos possuíam tamanho relativamente grande, devido a quantidade de peças que eram necessárias para que os mesmo funcionassem, e não somente a necessidade de muitas peças, ainda havia o tamanho das peças, que eram compostas por diversas partes, aumentando drasticamente o tamanho das mesmas também, ou seja, um simples rádio que hoje podemos carregar no bolso ocupava o espaço de um móvel da sala, ou então os computadores que hoje pesam alguns gramas, chegaram a ocupar um andar inteiro de um prédio. Porém com o passar do tempo novas tecnologias começaram a serem desenvolvidas e implementadas, sendo um bom exemplo os transistores.

Os transistores foram desenvolvidos nos EUA nos laboratórios de uma empresa de telefonia, sendo que seus idealizadores ganharam o prêmio Nobel pela criação deste novo componente eletrônico tão importante. Um transistor tem como função amplificar ou interromper um sinal elétrico, a princípio foram muito usados na área de telefonia, porém com a grande capacidade que esses componentes demonstraram ter, logo ocuparam toda o ramo de eletrônicos.

Nesse período (fim da década de 40), tinha-se nos EUA o domínio total da produção de válvulas, que tinham a mesma função nos aparelhos eletrônicos que os transistores, e com isso a proliferação de tal tecnologia não se deu tão rápida, porém, os japoneses ao perceberem a grande capacidade desses componentes, começaram a substituir tudo o que se usava válvulas por transistores, acarretando na diminuição do tamanho dos aparelhos eletrônicos.

Uma válvula corresponde a várias peças metálicas dentro de uma cúpula de vidro evacuada, ou preenchida com algum gás inerte ou que auxilie na condução de eletricidade. Ela tem um formato cilíndrico e podem ser de diversos tamanhos, sendo as mais comuns de uns 5 cm até 15 cm. Fora o agravante do tamanho, um outro problema desses componentes era o aquecimento das peças metálicas, mesmo um material metálico ser um bom condutor (cobre, ferro, ouro), eles conduzem cada vez menos se aquecidos, o que causava um tempo de vida útil reduzido das válvulas e o fato de gastar muita energia sem utilizar, fato esse que não faz sentido para um aparelho que depende de energia para operar alguma função.

Essa é uma comparação entre um celular produzido no começo dos anos 2000 e uma válvula da década de 60. Notem que se fossem usadas válvulas em um celular ele não seria compacto, e dificilmente caberia em um bolso.
 
Válvula do tipo termoiônica, muito usada em aparelhos da década de 60. Notem que ela tem praticamente o tamanho de muitos aparelhos eletrônicos de hoje em dia.

Um transistor além de ter tamanho reduzido, ele não possui como condutor básico um elemento metálico, mas sim um semi metal, o Silício (Si), que conduz mais eletricidade se estiver aquecido.


Por que um condutor aquece com a passagem de corrente elétrica?
Um metal usado como condutor geralmente é um átomo que possui diversos orbitais e com isso diversos elétrons, logo esse metal possui um raio atômico relativamente grande, o que culmina em um tamanho grande do átomo como um todo. Em um pedaço desse metal temos diversos átomos que se são grandes e com isso acabam sobreponde orbitais, com isso se dá uma movimentação de elétrons em orbitais de mesmo nível, onde não se tem diferença energética e nem mais distinção entre orbitais de um ou outro átomo. Quando passa-se uma corrente elétrica pelo condutor, faz-se com que elétrons proveniente dessa corrente comecem a passar de orbital em orbital dos átomos que os possuem sobrepostos, forçando assim com que um elétron de determinado orbital fique excitado, passando de um orbital para outro. Com isso a energia absorvida  pela cinética do elétron que chega via corrente e depois liberada via o relaxamento do sistema, faz com que os átomos vibrem e dessa forma choquem-se entre si, provocando o aumento da temperatura, ou seja, parte da energia do sistema é perdida na forma de calor. A energia necessária para fazer um elétrons passar de um orbital para o outro (banda de valência para banda de condução) chama-se gap de energia. Um metal tem as bandas sobrepostas
Com muito aquecimento, começa-se a ter uma desestruturação do sistema conhecido como retículo cristalino, que é uma rede onde se tem organizado os átomos no condutor, e isso causa uma desorganização nas bandas de valência e condução, diminuindo assim a condução em temperaturas mais elevadas.

A banda de condução está representada pela cor vermelha e a banda de valência em azul, quanto maior o gap energético entre a duas, mais energia tem que ser fornecida para que ocorra a condução, quando as bandas estão tão distantes que nem mesmo com adição de energia em quantidades muito altas fazem com que ocorra excitação dos elétrons de uma banda para a outra, esse material é conhecido como isolante.

Por que um semi metal conduz mais corrente se estiver aquecido?
Um semi metal como o Silício, possui um gap de energia muito alto, pois não tem bandas sobrepostas o que leva a necessidade de haver excitação do elétron para que ele salte de uma região para outra. Com isso os semi metais acabam se comportando de maneira oposta aos metais e possibilitando o uso desses elementos com melhor finalidade de condutores.

Por que as válvulas são maiores que os transistores?
As válvulas por acabarem tendo um aquecimento excessivo por terem em seus interiores compostos metálicos, precisam de formas de dissipar a energia e por isso existem os tubos de vidro que podiam ser evacuados para evitar a eliminação energética de calor para o meio, porém com o contato das partes metálicas com o vidro o aquece e para uma melhor dissipação ocorre a necessidade de espalhar esse calor pela superfície do vidro, e com uma maior área se tem uma boa dissipação, logo, quanto maior a válvula (dependendo da voltagem máxima que pudesse passar por ela sem que a mesma queimasse) melhor o funcionamento de dissipação de calor.


domingo, 3 de novembro de 2013

Fotossíntese, um processo complexo - Parte 8 - Metabolismo C4 e Conclusão do Estudo.



Metabolismo C4

*   Descoberto estudando as gramíneas

*   Nessas espécies o primeiro produto estável da fotossíntese é uma molécula de quatro carbonos.

*    A PEP carboxilase (PEPcase) catalisa a carboxilação irreversível do ácido fosfoenol pirúvico (PEP), tendo como intermediário o ácido oxaloacético (AOA):
-    HCO3- + PEP   à   AOA + Pi
      A PEPcase usa o carbono na forma de bicarbonato, enquanto que a Rubisco usa o carbono na forma de CO2.

*  A via metabólica C4 como um todo é responsável pelo bombeamento bioquímico do CO2 da atmosfera para o Ciclo de Calvin, operando nos cloroplastos das células da bainha perivascular.




Conclusão desse estudo sobre Fotossíntese

*    A fotossíntese pode a princípio parecer algo não tão complexo, uma vez que gera energia para seres que não demonstram muita atividade visual, são sésseis e não possuem sistema nervoso.

*  Porém todo sistema que absorve e converte energia de alguma forma, necessita de milhares de reações, para que nada que seja produzido acabe por ser descartado sem utilidade, o que se mostraria somente um gasto de energia.

*    Para evitar desperdício de energia, sistemas em ciclos são utilizados.

*   Tudo que é produzido, acaba por grande parte, sendo usado como reagente de outras reações que podem regenerar compostos utilizados em algum momento na síntese energética.


Bibliografia 

O livro Fisiologia Vegetal é usado em cursos de Biologia, por ser ter um texto bastante orientado aos biólogos, enquanto que o livro Princípios de Bioquímica, também conhecido pelo nome do autor Lehninger é usado tanto em cursos de Química, quanto de Biologia, Medicina, Enfermagem e em algumas Engenharias.

O seguinte link leva a um artigo referente a produção de Carotenoides: