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terça-feira, 10 de julho de 2018

Entendendo a Tabela Periódica dos Elementos Químicos.

Como havia prometido, estou iniciando uma nova série de vídeos, no caso, serão baseados na Tabela Periódica dos Elementos Químicos. Dessa forma, pretendo discutir todas as famílias de elementos da tabela. Entretanto, antes de começar esse trabalho, existe a necessidade de se compreender algumas coisas básicas da organização estrutural da tabela.


É creditado a Dmitri Mendeleiev a criação da Tabela Periódica dos Elementos Químicos, todavia, quando ele começou a organizar os elementos baseados no seu número de prótons, eram conhecidos somente 63 elementos. Dessa forma, a tabela foi sendo construída ao longo do tempo por diversos cientistas, os quais descobriram, ou sintetizaram, novos elementos. Assim, na realidade, Mendeleiev, criou a classificação dos elementos químicos. Uma grande vantagem desse esquema de catalogação era que tornava-se possível prever a existência de outros elementos, uma vez que, o número atômico era sequencial e, único, para cada elemento.

Figura 1: Dmitri Mendeleiev - O pai da Tabela Periódica dos Elementos Químicos.

O número atômico (Z), além de ser o "RG" de cada elemento químico, ele indica a quantidade de prótons que existe no núcleo do átomo de um elemento em particular. Dessa forma, podemos dizer que não existem dois elementos diferentes com a mesma quantidade de prótons.

Em resumo podemos dizer que, a tabela periódica dos elementos químicos, foi uma das ferramentas didáticas mais importantes criadas para a organização dos elementos. Ela possibilita ter uma visão lógica de como os elementos se agrupam, baseando-se em características como, número de elétrons na camada de valência, eletronegatividade, massa e, principalmente, no número atômico.


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

História da Química | Idade Moderna e a Ciência - Renascimento - Parte 1

As videoaulas sobre Idade Moderna, ou Renascimento, serão divididas em 3 vídeos, assim como ocorreu com a Idade Média. 

Neste primeiro vídeo, discuto sobre a transição da Idade Média para a Idade Moderna, através de grandes eventos, como a tomada de Constantinopla pelos Otomanos e a descoberta da América. Nesse contexto, de grandes mudanças e constantes conflitos, ocorreram muitas inovações e uma maior abertura do conteúdo científico, o qual ficará recluso com a Igreja, devido a necessidade de tradução dos textos árabes para o latim. Todavia, mesmo iniciando um processo de abertura desse conteúdo científico, esses textos ainda não eram livres para qualquer pessoa, sendo que, somente quem pertencia a uma casta mais nobre ou que tinha garantias financeiras, conseguia manter seus estudos. 


Nesse período a Astronomia começa a ganhar forma dentro do escopo científico, se afastando da astrologia e, cientistas como Nicolau Copérnico, Galileu Galilei e Johannes Kepler contribuíram para o desenvolvimento de teorias que modificaram, aos poucos, a forma como se interpretava a posição celeste dos astros. Essas ideias contribuíram muito para a formalização de uma nova forma de encarar o pensamento lógico e científico, o qual, dependeria diretamente de formalização de métodos de trabalho.

Nicolau Copérnico

Johannes Kepler

Galileu Galilei
Dentro do contexto das novas visões sobre ciência, propostas de métodos foram sendo elaboradas. René Descartes, talvez tenha sintetizado uma das primeiras formas de se desenvolver um método de pesquisa, se embasando no método empírico de Galileu Galilei e no método indutivo de Francis Bacon. Esse novo esquema, de se aplicar a lógica na ciência, torna-se uma das partes mais importantes da definição de pesquisa científica, no que tange à investigação.

René Descartes

Francis Bacon
No que se refere à Química, agora como ciência e, não mais como alquimia, surge Van Helmont como primeiro grande químico. Van Helmont fez diversas contribuições para a ciência, auxiliando na definição de gás e vapor. 

Van Helmont
Ele também desenvolveu métodos de produção de Ácido Sulfúrico, Ácido Clorídrico, Ácido Nítrico e Sulfato de Cobre. Descobriu o Gás Carbônico e o Dióxido de Nitrogênio. Além desses trabalhos, Van Helmont, definiu o processo de combustão.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Como escolher um curso sem se frustrar?

Estou fazendo um ciclo de "dicas" para quem está pensando em prestar um vestibular, ou que acabou de entrar na faculdade. Nesses três primeiros vídeos, eu abordei um pouco sobre minha trajetória até entrar na faculdade, como fazer provas de vestibular e, agora, estou explicando bem sucintamente como escolher um curso para fazer o vestibular.

Na realidade, não estou explicando o curso que cada um deve prestar, mas sim, mostrando que antes de escolher um determinado curso, você deve definir a área do conhecimento que você tem aptidão.

As áreas do conhecimento existem pois, são frentes compreensíveis para as pessoas, entretanto, cada um possui um gosto diferente. Por exemplo, quem gosta de engenharia, tem que estar disposto a fazer cálculos, ou seja, essa pessoa tem aptidão para ciências exatas.

Existem, resumidamente, três grandes áreas do conhecimento:

Exatas, Biológicas e Humanas.

Dentro de cada uma dessas áreas, existe uma infinidade de ramos que fazem com que as mesmas acabem se ligando. Em algumas provas, existe a área de tecnologias, entretanto, essa área nada mais é  do que a intersecção de, ao menos, duas das áreas mais abrangentes.



Conhecer a área que você tem mais aptidão, torna o processo de escolha de um curso algo mais simples e certeiro, evitando possíveis frustrações no futuro. Dessa forma, elenco dois passos, ou "dicas", para que um candidato a vestibular tome, a fim de escolher melhor o que almeja no vestibular.

O primeiro passo, ou mesmo dica, já está explicitado, e é a definição da área do conhecimento a qual se tem tem mais aptidão. Já o segundo passo se baseia em entrar em contato com a área do conhecimento escolhida e, vasculhar dentro desse universo, quais cursos se enquadram. Quando se faz essa pesquisa, é muito interessante buscar a ementa curricular dos cursos, ou seja, quais são as matérias que compõem a grade de cada um. Assim, você consegue compreender se realmente um curso fará sentido para você. 

Atualmente existem algumas formas para se fazer essa pesquisa, uma delas é entrar no site das faculdades e procurar se não existe a ementa curricular dos cursos abertas ao público. Outra forma é entrar em contato com a secretaria da universidade que oferece o curso, explicar que irá prestar vestibular e perguntar se não existe a possibilidade de lhe informarem sobre a ementa curricular. A ultima forma e, talvez a mais simples, é pedir para uma pessoa que faz o curso lhe passar essa informação. Muitas vezes, alunos e até mesmo professores estão dispostos a fazer isso pelos futuros alunos e, também existem grupos organizados pelas próprias universidades, a fim de explicar informações sobre cursos.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

História da Química | Idade Média e a Ciência - Parte 2

Dando continuidade a vídeo-aula sobre história da química, entramos agora no âmbito das invasões árabes no período da idade média.

Nesse período (711 a 1492 d.C.), os árabes rumaram para regiões mais férteis e invadiram partes do Magreb (norte africano), oriente médio, grande parte da península Ibérica e regiões do Mediterrâneo como um todo. Os reinos árabes (califados) duraram por mais de 600 anos, sendo que aos poucos começaram a perder força e sendo substituídos novamente por reinos cristãos.

A nível de ciência, uma das figuras mais importantes foi o califa Kalid ibn Yazid (dinastia Omíada), que ordenou a tradução de todos os documentos alquímicos do grego e latim para o árabe. Isso possibilitou que a alquimia européia se tornasse algo palpável aos árabes. Assim, personagens como al-Razi, Geber e Avicena despontaram como grandes expoentes.

Considerado o pai da alquimia árabe, Geber (721-815 d.C.) foi quem introduziu a ideia de transmutação de metais entre os muçulmanos. Além disso tentou fazer uma caracterização da matéria um pouco mais rebuscada, tentando caracterizar os elementos como dependentes da umidade, secura, calor e frio, ou seja, era baseado nos elementos gregos (água, terra, fogo e vento). Entretanto, a maior contribuição que Geber deu para a ciência foi o desenvolvimento de vidro transparentes, possibilitando assim, a criação de diversas vidrarias.


Outro alquimista muito importante para o mundo árabe foi al-Razi (825-925 d.C.), que estudou muitas frentes da ciência, como astronomia, filosofia, medicina, lógica e metafísica (além de poesia), ele conseguiu criar uma nova definição para os elementos, sendo que, esses agora eram baseados em espíritos (compostos voláteis), corpos (metais sólidos), vitríolos (sulfatos), pedras (rochas), boráxes e sais. 

O alquimista árabe mais famoso foi Avicena (981-1037), também conhecido como o Aristóteles árabe. Dentre suas produções, existe o Cânone de Medicina, o qual foi usado até o século XIX, devido a sua descrição de anatomia e tratamentos ser muito precisa. Na alquimia, Avicena foi um dos primeiros a romper com a ideia de transmutação, ele acreditava em porcentagens de mercúrio (Hg) e enxofre (S) para compor os metais, sendo que, um metal puro seria aquele que fosse compostos pelas porcentagens específicas de Hg e S em suas espécies puras. Dessa forma, o ouro (Au), por ser considerado o metal mais nobre, ele seria composto por Hg e S de extrema pureza, sendo que não poderiam ser encontrados livres na natureza, assim, não seria possível produzir ouro, devido ao fato de não se ter possibilidade de trabalhar com o Hg e S o mais puros possíveis.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

História da Química | Idade Média e a Ciência - Parte1

Nesse vídeo trago uma aula sobre história da química, onde falo sobre o início da idade média com a queda de Roma e o modelo de ciência que estava em vigor na época. 

Os romanos foram grandes construtores, arquitetos e metalúrgicos, que beberam muito da fonte grega para o desenvolvimento de tecnologia. Conquistando uma certa tranquilidade no que tange à dominância pela força que a tecnologia trazia em relação aos outros povos da época, pode-se desenvolver características civilizatórias, como uma política embasada em direitos e deveres.

Entretanto, com uma crise política sem precedentes ocorrendo no império, facilitou a entrada de bárbaros no império, havendo o primeiro saque à cidade de Roma em 476 d.C., sendo esse um fato que formalizou a queda do império.



A característica científica da época se estabelecia em uma crença surgida na época de Platão, onde acreditava-se que existia um sábio denominado Hermes Trimegisto, o qual escreveu cerca de 42 livros, sendo que um deles, a Tábua Esmeraldina, continha a definição do que a alquimia estudava. Além disso, considerava-se também como digno de notoriedade, qualquer que fosse o documento que tivesse o selo de Hermes, ou seja, a referência do fato está mais ligada a importância do certificante do que do próprio fato.

Com o crescimento do cristianismo, os documentos certificados por Hermes tornaram-se hereges, uma vez que, a verdade suprema se encontrava nas sagradas escrituras. Obviamente, essa não foi uma medida para calar os pré-cientistas, mas sim, uma forma de cobrar maior notoriedade de um dado, em outras palavras, se for para acreditar em um documento que pode ter recebido um selo falso, então, é melhor acreditar nas sagradas escrituras. 

Além disso, o que se desenvolvia nessa época era um processo cultural de defesa, ou seja, foi necessário tomar uma única cultura abrangente que servisse de base para manter a unidade social e regional. Dessa forma, o cristianismo tornou-se a cultura aceita dentro da Europa. Assim, evitava-se que culturas de fora chegassem nos reinos e levassem a uma ruptura da sociedade, ou seja, era uma grande estratégia de defesa popular.

Um outro fato interessante que deve ser ressaltado é que a Idade Média não foi a Era das Trevas como muitos dizem, mas sim, um período onde as pessoas desenvolviam ciência e o mais importante, começaram a organiza-la em temas, buscaram maior notoriedade dos fatos, procuraram desenvolver métodos para ensinar e também registrar os dados descobertos. Foi o período onde surgiram as primeiras faculdades e a criação de tecnologias que levaram ao desenvolvimento de máquinas complexas na idade moderna.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Leitura e Produção de Textos

Leitura e Produção de Textos é uma matéria um tanto quanto deslocada dentro de cursos de química, pois além de ocupar poucos créditos (muitas vezes somente 2 créditos, o que equivale a 100 minutos semanais), a mesma é oferecida por profissionais do curso de letras. 

Geralmente pessoas que são formadas em letras, possuem atribuições ligadas a tradução e a literatura, que são de  importância cultural como um todo, principalmente por muitos livros bons de química estarem escritos em inglês, ou seja, é quase um pré-requisito um aluno de ciências aplicadas conseguir ler e escrever em língua inglesa. Em relação a matéria de leitura e produção de textos oferecida, acaba  não correspondendo  grande relevância no curso de química, pois os profissionais que são responsáveis pela mesma, possuem uma visão orientada ao curso de letras.

Portanto essa tem que ser uma matéria de critério muito técnico, que na realidade, tenha como objetivo ensinar a boa escrita frente aos relatos científicos que os alunos terão que desenvolver (Já que é oferecida no começo do curso, mediante ao discurso de que em um curso de licenciatura é bom conscientizar os alunos que a boa escrita é fundamental, tanto na área de ensino como na de pesquisa aplicada). Outras coisas técnicas importantes que devem ser focadas é o desenvolvimento de seminários, painéis, resenhas, relatórios, projetos, artigos, portfólios, ou seja, atividades que levam a uma automatização do aluno frente ao desenvolver da expressão científica frente à química. Por isso o correto deveria ser um profissional em química ministrar esse curso.

A seguir disponibilizo alguns links com esquemas que podem servir de orientação, para alunos que estão tendo os primeiros contatos com o linguajar técnico do reportar em um curso de nível superior:

* Esquema de relatório comentado: Relatório
* Esquema para se montar um painel ou poster no seguinte link: Painel
* Exemplo de como montar um artigo: Artigo

Os projetos e portfólios (na área de ensino) são objetivados em matérias mais específicas, como Pesquisa Educacional em Química, Metodologia, Orientação para Prática Profissional, que serão descritas mais para frente, portanto, os esquemas de projetos e portfólios serão disponibilizados juntos, pois fazem parte do ensino dessas matérias.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Nomenclaturas Importantes

Logo abaixo existe algumas tabelas com nomes de cátions, ânios, nomes populares dentre outras coisas que podem tornar a leitura e o aprendizado dos textos, alguns relativamente mais antigos, que remotam a nomes diferentes aos usados atualmente.

Um exemplo comum em diversos livros é o termo Azoto e compostos Azotados que se referem ao elemento químico nitrogênio, ou seja, Azotados são Amônia, Ácido Nítrico, Dióxido de Nitrogênio, dentre muitos outros exemplos. 



Os íons em geral tem nomes no masculino, por exemplo, Amônia formando seu íon NH4-, deve ser nomeado íon AmôniO e não AmôniA, ou seja, existe algumas especificações que devem ser seguidas para uma melhor compreensão e melhor relato de dados. 

Nos íons poliatômicos podemos ver alguns nomes que não seguem um padrão, muitas vezes usando nomes comuns, como formiato (o correto é metanoato, porém como esse é o ácido comum no veneno da picada das formigas ele acabou ficando com esse nome comum), acetato (que vem de ácido, no caso esse composto da origem ao vinagre, acabou ficando com esse nome por causa do sabor ácido que o vinagre possui), dentre outros. Porém existe uma padronização no sulfixo do nome desses compostos.

Os compostos terminando com o nome terminando em "ila" representam radicais, que são facilmente encontrados em cadeias orgânicas.
Íons terminando com "eto" e "ato" são chamados de ânios (compostos carregados negativamente por possuírem um elétron a mais) e os que terminando com "ico" e "oso" são os cátions (compostos carregados positivamente por possuírem um elétron a menos). Os íons formados por um único tipo de elemento, porém com um elétron a mais, tem seu nome terminado em "eto" (Sulfeto, Carbeto, Azoeto), já os que são formados por elementos diferentes e possuem um elétron a mais em sua densidade eletrônica possuem o sulfixo "ato" (Sulfato, Carbonato, Nitrato).

Alguns exemplos bem fáceis da nomenclatura de compostos provenientes dessa tabela são:
H2S - Ácido Sulfídrico ou Dihidrogeno Sulfeto
CuCN - Cianeto Cúprico
Pu(S2O4) - Tiossulfato Plúmbico

Alguns prefixos como "hipo" e "per" indicam se o composto já está com elétrons acima do que comporta normalmente ou se está como muito menos elétrons que o normal, respectivamente. Esses compostos num geral possuem muitos elétrons de valência e camadas que blindam o núcleo, o que ajuda aos elétrons de valência estarem mais fracamente ligados ao átomo.
 HClO4 - Ácido  Perclórico
HClO - Ácido Hipocloso

Na nomenclatura dos ácidos temos uma mudança no fim sendo que sulfixo "ato" passa a ser "ico" e "ito" passa a ser "oso", como visto nos exemplos acima.

Uma outra coisa que pode causar confusão na nomenclatura de compostos químicos é o trabalho com seus cátions, que possuem muitas vezes para um elemento central mais de um tipo de número de oxidação. Abaixo há uma tabela muito útil para ensino e estudo, tanto a nível médio quanto a superior.

Alguns exemplos bem fáceis da nomenclatura de compostos provenientes dessa tabela são:
CoSO4 - Sulfato Cobaltoso
Co2(SO4)3 - Sulfato Cobáltico
CuSO4 - Sulfato Cúprico
Cu2SO4 - Sulfato Cuproso

Portanto percebe-se que os cátions de número de oxidação mais baixo terminam com o sulfixo "oso" e os cátions com número de oxidação mais alto recebem o sulfixo "ico".

Essas tabelas foram retiradas do livro Atkins - Princípios de Físico-Química

sábado, 9 de fevereiro de 2013

História da Química

História da Química: Quando pensamos no estudo da química, não podemos deixar de pensar como um ciêntista conseguiu interepretar um determinado fenômeno, ou como ele conseguiu desenvolver um determinado mecanismo ou então como conseguiu resolver um grande problema. 

Existem dois fatos importantes a serem levados em consideração para conseguir entender como as descobertas ocorrem, um é o acaso, onde um fenômeno ocorre e então a observação do mesmo se dá no momento oportuno pela pessoa certa (pessoa que tem uma quantidade de conteudo teórico científico relevante em mãos, e que saiba usa-los), ou seja, um tanto quanto aletório, mas que na real é bastante comum de acontecer, sendo que muitas descobertas que revolucionam acabam se dando dessa forma, como foi o caso da descoberta da penincilina (durante um erro de procedimento da metodologia experimental cientifico usada em um experimento com fungos).

A outra maneira é possuir ferramentas científicas, saber como usa-las, possuir conhecimento científico releventate, muito esforço e o mais importante, se usar de conhecimento científico acumulado, reportando erros e acertos em determinada área da ciência, no nosso caso a química.

Portanto, conhecer o passado para compreender o presente e quem sabe prever o futuro, se mostra de grande auxílio para a ciência. Por isso a história da química é muito importante para o profissional científico. 

Várias teorias podem ser observadas como releituras de dados anteriores. Um bom exemplo é a evolução dos modelos atômicos, que são pensados desde a época da Grécia antiga (mesmo que de forma um tanto quanto involuntária por Demócrito), até o modelo atual que envolve complicadas equações matemáticas para descrever as funções de onda que descrevem as probabilidades de encontrar um elétron a uma dada distância do núcleo atômico.

Portanto usar do conhecimento gerado e acumulado de metodologias que levam a dados relevantes (pois várias outras já foram testadas e descartadas por resultarem valores errados ou menos confiáveis), condições históricas, motivação, gastos, tempo de pesquisa, dentre outras coisas que podem mostrar se um caminho usado na pesquisa que se desenrola é bom ou ruim.

A história da química é cheia de momentos onde podemos buscar motivação e inspiração apra desenvolver metodologias modernas e dessa forma pensarmos em novas teorias. O acaso entra nas contas, porém, mesmo sendo comum acontecerem descobertas dessa forma, elas só ocorrem devido o cientísta ter pensado em uma metodologia de pesquisa muitas vezes vinculadas ao estudo de uma outra coisa, ou seja, mesmo vindo ao acaso, elas necessitaram de conhecimento acumulado para se tornarem perceptíveis e também serem desenvolvidas por um erro de metodologia ou caminho diferente.

Grandes nomes de cientístas são conhecidos do público, mas nem sempre as pessoas sabem o que os mesmos desenvolveram e dessa forma contribuiram para a ciência. Um exemplo é Lavoisier, reconhecido como um dos pais da química, porém quando estudamos a sua vida, percebemos que ele foi muito mais um grande administrador do que um descobridor. É claro que Lavoisier contribuiu muito para química, principalmente com seu estudo sobre o oxigênio. Em 1774 Joseph Priestley visitou Paris e teve a oportunidade de conversar com Lavoisier sobre seu trabalho com o recente gás descoberto, o qual era o oxigênio, então de base dos dados, Lavoisier melhorou a metodologia empregada, organizando a mesma e melhorando, logo ele tinha um método mais eficiente para isolar o gás e dessa forma estuda-lo. 

Karl Wilhelm Scheele, Joseph Priestley e Antoine Lavoisier respectivamente. Os três trabalharam com o oxigênio, sendo que os dois primeiros o isolaram e o último melhorando a metodologia aplicada.
 
Com isso o nome de Lavoisier é tão citado quanto o de Priestley quando se refere ao processo isolamento do gás, porém os que fizeram isso primeiro foram Priestley e Scheele, sem contribuição de Lavoisier.

Claro que esse é somente um exemplo de utilização de conhecimento acumulado para se desenvolver novos métodos de pesquisa, pois são inúmeros esses casos e teriamos que escrever milhares de páginas para descrever resumidamente esses eventos.

Dessa forma torna-se claro que estudar história da química é altamente relevante para o desenvolver da cognição metodológica frente à ciência, pois sem conhecer o passado e o esforço de muitos cientístas, não conseguimos saber se a linha de raciocínio é relevante frente a um dado experimento. Ter em mãos exemplos é sempre mais confortável do que partir do zero. Podemos ver que os grandes nomes da ciência se utilizaram do que outros disseram no passado para transformar o presente e assim modificar drasticamente o futuro.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Química dos Elementos

Química dos Elementos: Diria essa ser uma das matérias mais importantes do curso, pois é oferecida no primeiro ano e traz uma quantidade imensa de informações ligadas as periodicidades dos elementos químicos.

Ao estudar química dos elementos a metodologia se baseia em utilizar a tabela periódica e através dela estudar tabelas derivadas que mostram periodicidades e tendências de  elementos e compostos químicos de grande relevância.

Como abordado é interpretar as características de cada família de elementos químicos, a tabela periódica o quanto mais completa for (trazendo constantes, unidades, massas  e pelo menos cinco algarismos significativos em suas designações), melhor para se compreender a periodicidade.

Uma boa tabela periódica é o modelo da SBQ, que é atualizada ano a ano. Ela contém as massas com cinco algarismos significativos, vários valores de constantes e unidades, sendo um ótimo referencial. Abaixo coloco uma imagem da mesma e o link para quem desejar imprimir. Quem fizer o donwload o arquivo está em pdf e como é uma imagem scaneada aconselho na hora de imprimir usar uma folha um pouco mais grossa e ampliar a imagem.


Esse é o modelo de 2012, o link para download da tabela em versão pdf é: Tabela Periódica
O pdf irá abrir com a tabela na posição vertical, então basta clicar com o botão direito sobre a tabela e ir em girar no sentido horário, então ela fica na posição horizontal.

A tabela é dividida em cores, verde para metais, amarela para semi-metais e azul para não-metais, essas cores são reconhecidas no mundo todo, ou seja, a tabela além de organizar a periodicidade dos elementos, ela também padroniza a leitura.

Podemos ver que alguns símbolos se encontram na cor preta, outros em vermelho e outros em azul. Essa classificação mostra qual é o estado físico que os elementos químicos se encontram a pressão e temperatura ambiente. Preto indica sólido, Vermelho indica gasoso e a Azul indica líquido.

A periodicidade e divisão em famílias foi proposta pelo químico russo Dmitri Mendeleiev em 1869, e seu raciocínio se manteve plausível até hoje, onde separou os elementos em filas e colunas. O mais interessante é que no período que ele montou a primeira tabela, alguns elementos ainda não haviam sido descobertos, e como ele percebeu uma certa periodicidade, conseguiu prever a existência de outros elementos.

Dmitri Mendeleiev

 

A tabela é dividida em grupos, elementos principais, de transição e o hidrogênio (que fica separado). Os elementos de transição correspondem aos elementos que se encontram em um grande bloco retangular de metais ao centro da tabela indo de IB até VIIIB (VIIIB corresponde a três famílias). Dentro dos metais de transição ainda se encontram os metais de transição interna (lantanídeos e actinídeos), que se encontram perpendicular na tabela no período 6 (são chamados de terras raras). A outra parte da tabela são os elementos que vão de IA a VIIIA. Cada grupo principal, antes chamado de famílias, tinha um nome que especificava os elementos (IA - Alcalino, IIA - Alcalinos Terrosos, IIIA - Família do Boros, IVA - Família do Carbono, VA - Família do Nitrogênio, VIA - Calcogênios, VIIA - Halogênios, VIIIA - Gases Nobres). Cada elemento pertencente a esses grupos tem a mesma quantidade de elétrons na camada de valência, ou seja, um elemento do grupo IA tem um elétron na camada de valência, enquanto um elemento do grupo VIA tem seis elétrons na camada de valência.

Os períodos correspondem a quantidade de camadas que cada elemento tem, ou seja, além de indicar que a quantidade elétrons aumenta com o número de camadas, indica também que o elemento possui um raio maior, portanto, os elementos que se encontram na parte de baixo da tabela tendem a ser mais pesados, devido ao maior número de prótons (para ser estável o elemento químico tem que ter a mesma quantidade de elétrons e prótons) e também maiores. Porém existe um efeito de atração do núcleo para com os elétrons da camada de valência dos elementos que possuem mais elétrons de valência, como é caso dos que compõem os grupos VIA e VIIA. Logo existe uma tendência dos elementos químicos diminuírem seu raio quando se caminha pela mesma da esquerda para a direita.

Portanto podemos dizer que a palavra principal do estudo da tabela periódica é "tendência".

Logo abaixo existem outras tabelas, que mostram algumas peridiocidades dos elementos químicos. No caso elementos com vários elétrons na camada de valência.

Nessa tabela vemos a periodicidade de elementos com seis elétrons de valência.



Nessa tabela podemos ver a periodicidade de elementos com sete elétrons de valência


Esses são apenas alguns exemplos, pois o estudo da química dos elementos é muito ampla. Alguns livros bons que podem ser usados para iniciar os estudos nessa área e obter muitos outros dados tabelados da periodicidade dos elementos químicos são o Química Inorgânica Não Tão Concisa, do químico J.D. Lee e o Handbook que é um livro onde não se tem muita teoria inclusa, mas sim tabelas que incluem dados físicos-químicos, periódicos, constantes e unidades muito úteis para um químico.