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domingo, 11 de fevereiro de 2018

Elon Musk - Como obter sucesso em qualquer área, ramo ou atividade?

Nesse vídeo, comento um pouco sobre como uma pessoa que quer crescer profissionalmente na carreira deve pensar e agir, para isso me aproprio do exemplo de Elon Musk. 

Hoje o tão badalado Elon Musk, consegue flutuar entre várias áreas do empreendedorismo, pois tem suas bases fundadas em mais de uma área do pensamento. Sua fortuna basicamente surge devido seu conhecimento na área econômica, a qual ele empreende, atualmente, em tecnologia de ponta dentro do escopo de energia renovável e da engenharia aeroespacial. 



Em resumo Elon Musk é programador de computadores, economista, físico, engenheiro, marqueteiro, administrador, empresário e filantropo. Esse conjunto de especialidades, remete aos grandes cientistas que conseguiram criar alguma revolução na ciência. Temos como exemplos de pessoas assim Galileu Galilei, René Descartes, Leonardo Da Vinci, Gregor Mendel, dentre muitos outros, os quais possuíam uma grande lista de especialidades dentro das diversas áreas do pensamento.

Obviamente, Elon Musk abandonou o meio acadêmico, para ganhar dinheiro no meio empresarial, entretanto, se cercou de bons especialistas para conseguir desenvolver seu objetivo dentro da ciência.

Portanto, por mais estranho que possa parecer, seguir o exemplo de Elon Musk, no que tange o caráter formativo, se mostra, uma boa estratégia para alcançar o sucesso dentro do meio acadêmico também (mesmo sendo Elon Musk  uma pessoa que escolheu abandonar o meio acadêmico, para se dedicar ao ramo empresarial).

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Como escolher um curso sem se frustrar?

Estou fazendo um ciclo de "dicas" para quem está pensando em prestar um vestibular, ou que acabou de entrar na faculdade. Nesses três primeiros vídeos, eu abordei um pouco sobre minha trajetória até entrar na faculdade, como fazer provas de vestibular e, agora, estou explicando bem sucintamente como escolher um curso para fazer o vestibular.

Na realidade, não estou explicando o curso que cada um deve prestar, mas sim, mostrando que antes de escolher um determinado curso, você deve definir a área do conhecimento que você tem aptidão.

As áreas do conhecimento existem pois, são frentes compreensíveis para as pessoas, entretanto, cada um possui um gosto diferente. Por exemplo, quem gosta de engenharia, tem que estar disposto a fazer cálculos, ou seja, essa pessoa tem aptidão para ciências exatas.

Existem, resumidamente, três grandes áreas do conhecimento:

Exatas, Biológicas e Humanas.

Dentro de cada uma dessas áreas, existe uma infinidade de ramos que fazem com que as mesmas acabem se ligando. Em algumas provas, existe a área de tecnologias, entretanto, essa área nada mais é  do que a intersecção de, ao menos, duas das áreas mais abrangentes.



Conhecer a área que você tem mais aptidão, torna o processo de escolha de um curso algo mais simples e certeiro, evitando possíveis frustrações no futuro. Dessa forma, elenco dois passos, ou "dicas", para que um candidato a vestibular tome, a fim de escolher melhor o que almeja no vestibular.

O primeiro passo, ou mesmo dica, já está explicitado, e é a definição da área do conhecimento a qual se tem tem mais aptidão. Já o segundo passo se baseia em entrar em contato com a área do conhecimento escolhida e, vasculhar dentro desse universo, quais cursos se enquadram. Quando se faz essa pesquisa, é muito interessante buscar a ementa curricular dos cursos, ou seja, quais são as matérias que compõem a grade de cada um. Assim, você consegue compreender se realmente um curso fará sentido para você. 

Atualmente existem algumas formas para se fazer essa pesquisa, uma delas é entrar no site das faculdades e procurar se não existe a ementa curricular dos cursos abertas ao público. Outra forma é entrar em contato com a secretaria da universidade que oferece o curso, explicar que irá prestar vestibular e perguntar se não existe a possibilidade de lhe informarem sobre a ementa curricular. A ultima forma e, talvez a mais simples, é pedir para uma pessoa que faz o curso lhe passar essa informação. Muitas vezes, alunos e até mesmo professores estão dispostos a fazer isso pelos futuros alunos e, também existem grupos organizados pelas próprias universidades, a fim de explicar informações sobre cursos.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Plano de Aula - Como montar e por que usar?

O Plano de Aula é um documento onde se disponibiliza e se organiza os dados e sequência de uma aula, ou seja, um recurso para se seguir e não se perder durante o desenvolvimento da mesma.

Ele é dividido em tópicos e os mesmos devem ser objetivos e sintetizar de forma organizada e resumida o que propõem. 

*Os Dados Essenciais servem para dizer onde e quando a aula será aplicada.
*A parte de conteúdo deve abordar sobre o que a aula vai falar.
*Os Objetivos devem ser escritos no imperativo, pois representam ações que serão feitas, observadas ou cobradas em sala.
*Recursos Didáticos servem para explicitar como a aula será aplicada.
*Referências Bibliográficas devem ser lembradas também, pois servem de recurso histórico para saber qual a base de conteúdo da aula.
*Deve ocupar uma página do tamanho A4.

Abaixo há um exemplo de Plano de Aula, onde uma aula de Reações de Simples e Dupla Troca é planejada.

1- Dados essenciais:
      Data: ------
      Nome da Escola: -------
      Nome do Professor: -------
      Disciplina/Turma: ------ 
      Tempo de aula: 50 minutos.

      2 - Conteúdo a ser abordado:
Reações de Simples Troca: Em Química, uma reação de simples troca ou reação de deslocamento ou ainda reação de substituição é uma reação onde há dois reagentes e dois produtos, sendo que um reagente é um elemento químico e o outro é um composto, e entre os produtos há igualmente, um elemento e um composto. Uma reação de simples troca possui a forma: A + BC → B + AC.
Reações de Dupla Troca: Em Química, uma reação de dupla troca ou reação de metátese é uma reação onde há dois reagentes, ambos compostos gerando dois produtos, sendo que são igualmente dois compostos, permutando entre si dois elementos ou radicais. Uma reação de dupla troca pode ser descrita da seguinte forma: AB + CD → AD + CB.
Utilização de tais reações na indústrio e o que elas podem produzir, como a produção de silício usado em componentes eletrônicos.

      3 - Objetivos:
    Os alunos devem compreender as características fundamentais de como ocorrem as reações químicas, conseguindo identificar qual delas é uma reação de simples troca e qual é uma reação de dupla troca.

            3.1.  Objetivos Específicos:
 Ao nível de conhecimento adquirido: Comparar e constatar as diferenças de estruturais dos produtos após a reação ser finalizada.
      Ao nível de aplicação do conhecimento adquirido: Perceber, descrever e ilustrar como se dá a troca de espécies entre os compostos das reações.
     Ao nível de solução de problemas: Conseguir debater, escolher, organizar e propor quais, átomos ou espécies químicas de uma molécula são mais propícios para formar ou formarem pares com outros, átomos ou espécies da outra molécula envolvida na reação.

      4 -  Recursos Didáticos: Utilização de lousa, exposição oral do conteúdo da aula e material didático de estruturação de moléculas para ilustrar as reações em uma visualização que extrapole somente o uso da lousa e reações escritas na forma de equações.

        5 - Bibliografia:
       Química Essencial / João Usberco, Edgard Salvador – 1. Ed. – SP : Saraiva, 2001.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Leitura e Produção de Textos

Leitura e Produção de Textos é uma matéria um tanto quanto deslocada dentro de cursos de química, pois além de ocupar poucos créditos (muitas vezes somente 2 créditos, o que equivale a 100 minutos semanais), a mesma é oferecida por profissionais do curso de letras. 

Geralmente pessoas que são formadas em letras, possuem atribuições ligadas a tradução e a literatura, que são de  importância cultural como um todo, principalmente por muitos livros bons de química estarem escritos em inglês, ou seja, é quase um pré-requisito um aluno de ciências aplicadas conseguir ler e escrever em língua inglesa. Em relação a matéria de leitura e produção de textos oferecida, acaba  não correspondendo  grande relevância no curso de química, pois os profissionais que são responsáveis pela mesma, possuem uma visão orientada ao curso de letras.

Portanto essa tem que ser uma matéria de critério muito técnico, que na realidade, tenha como objetivo ensinar a boa escrita frente aos relatos científicos que os alunos terão que desenvolver (Já que é oferecida no começo do curso, mediante ao discurso de que em um curso de licenciatura é bom conscientizar os alunos que a boa escrita é fundamental, tanto na área de ensino como na de pesquisa aplicada). Outras coisas técnicas importantes que devem ser focadas é o desenvolvimento de seminários, painéis, resenhas, relatórios, projetos, artigos, portfólios, ou seja, atividades que levam a uma automatização do aluno frente ao desenvolver da expressão científica frente à química. Por isso o correto deveria ser um profissional em química ministrar esse curso.

A seguir disponibilizo alguns links com esquemas que podem servir de orientação, para alunos que estão tendo os primeiros contatos com o linguajar técnico do reportar em um curso de nível superior:

* Esquema de relatório comentado: Relatório
* Esquema para se montar um painel ou poster no seguinte link: Painel
* Exemplo de como montar um artigo: Artigo

Os projetos e portfólios (na área de ensino) são objetivados em matérias mais específicas, como Pesquisa Educacional em Química, Metodologia, Orientação para Prática Profissional, que serão descritas mais para frente, portanto, os esquemas de projetos e portfólios serão disponibilizados juntos, pois fazem parte do ensino dessas matérias.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Filosofia e Lógica

Filosofia e Lógica: A filosofia é chamada de mãe das ciências e seu estudo deveria ser levado mais a sério, pois a mesma explica muito a forma do pensar humano e consequentemente a forma com que a ciência foi desenvolvida e suas formas de pesquisa.

Para que uma das maiores evoluções em questões organizacionais na ciência se de desse, filosofia e a lógica foram os principais pontos de apoio, essa revolução foi o desenvolvimento do Método, proposto por René Descartes.

A filosofia e o ramo do saber que trazia ao homem as perguntas e a lógica era a forma com que os mesmos se utilizavam para responder. Quando estudamos um pouco história da ciência, vemos que na Grécia antiga, em alguns períodos curtos da idade média na Europa, muitas vezes as ideias eram propostas e suas respostas eram embasadas no misticismo. Essa abordagem feita pelos filósofos e pelos alquimistas embasadas nas perguntas do por que um fenômeno ocorria e usavam o misticismo para responder, é porque a lógica desse período se baseava no misticismo. 

A princípio pode parecer muito estranho essa abordagem, pois o misticismo usa critérios sobrenaturais para responder as dúvidas criadas frente a um problema, porém, a busca pela resposta de algo não compreensível em dado momento da história e usando um critério que naquele momento não podia ser refutado, não causou uma estagnação intelectual (pois se fosse assim a Europa ainda estaria vivendo na idade média). 

Percebe-se que como a natureza sempre arruma um caminho para se perpetuar, a ciência (que defino como a busca de respostas para perguntas que antes foram respondidas de formas dogmáticas em um dado período histórico) também flue na direção de evolução.

Portanto pode-se dizer que a lógica para a explicação de fenômenos não compreensíveis, mas que eram respondidos usando-se o misticismo, comprova que a própria lógica do período era o misticismo.

Podemos ver que mesmo em momentos muito mais próximos do século XXI ainda várias respostas acabaram por ser respondidas de forma dogmática, como o estudo das partículas que não se comportavam trivialmente frente a mecânica clássica. Essa resposta se deu com o desenvolvimento de uma "outra" frente, ou seja, para escapar do postulado, desenvolveu-se uma outra abordagem que trouxe uma nova lógica.

Fica claro que a filosofia se baseia então no ato de perguntar e usar o que for mais simples e lógico para chegar a uma resposta que faça algum sentido. Essas perguntas recebem o nome de premissas e se desenvolvem no mecanismo que é conhecido como silogismo, que Aristóteles usava na Grécia antiga.

O silogismo aristotélico trás a ideia de observar um fato e analisar a premissa. Um exemplo simples:

"Se todo primata é um mamífero"
"E todo homem é um primata"
"Logo todo homem é um mamífero "

Vemos que a construção lógica da situação nos leva a uma resposta verdadeira. Também podemos montar a estrutura baseada em  letras que possam generalizar melhor as premissas e dessa forma que a estrutura fique mais simples de se observar.
"Se todo A é um B"
"E todo C é um B"
"Logo todo C é um A"

Substituindo as letras pelos sujeitos ou objetos em questão, podemos perceber uma certa lógica matemática na estrutura:

Se A = B e B = C, logo A = C

Mas esse é somente um exemplo simples. Compreender bem a lógica, ajuda muito na interpretação matemática, já que é praticamente impossível separar uma da outra.

Essas ideias levaram e ajudaram as pessoas a terem um pensamento mais refinado frente as perguntas feitas a uma observação que não tinha explicação. Com isso o método se desenvolveu e tornou-se uma grande ferramenta na pesquisa.

René Descartes, filósofo, físico e matemático francês
O método pode ser dividido em etapas:
- Ao observar um fenômenos buscar racionalizar a sua justificativa, sabendo se os dados são de boa procedência.
- Dividir o assunto em partes para que a analise se dê o mais completa possível (mesmo que leve muito tempo o estudo).
- Formular respostas e conclusões embasadas em objetos e observações que se organizem em um contexto que vai do mais simples até o mais complexo.
- Analisar, enumerar e revisar todas as conclusões para que no fim do estudo nada tenha sido omitido.