domingo, 25 de março de 2018

Fake News Científica!

Uma das coisas mais graves no que se refere a popularização da ciência, se relaciona diretamente com o fato de que, muitas pseudo-ciências são passadas e repassadas entre as pessoas via redes sociais.

Obviamente, grande parte desse conteúdo não é revisado, sendo que muita gente publica conteúdo "científico", mas que na realidade, não passam de material com intuito de buscar os chamados "clicks", uma vez que, quanto mais acesso em páginas específicas, mais dinheiro via exposição e propaganda é gerado.



Dessa forma, muitas coisas milagrosas são apresentadas, como remédios fantásticos, terraplanismo, ufologia, alquimia, astrologia, dentre muitas outras coisas que remetem muito a chamada pseudo-ciência.

Conteúdos de cunho milagrosos, acabam por chamar muita atenção e, chamando muita atenção, acabam disseminando mentiras e deturpando a imagem do cientista. Todavia, o grande problema não é a geração de receita com as visualizações de páginas, mas sim, com esse fomento da ciência falsa, que acaba por criar a chamada "ignorância científica", a qual deve ser sempre combatida.

A ignorância científica é um fenômeno popular muito grave, pois pode trazer muitos males, uma vez que, uma informação errada pode levar a uma pessoa se intoxicar ou agravar doenças, ou mesmo se embasar em conteúdos que podem prejudica-la.

Com isso, é muito importante buscar as referências de uma informação que diz-se ser científica, ou seja, buscar o artigo científico de onde vem a informação. Se não for possível encontrar um artigo sobre o assunto, sempre coloque a informação em cheque até que a mesma seja provada.

sábado, 10 de março de 2018

Como se preparar para as burocracias da pós-graduação no ingresso do mestrado ou doutorado?

Nesse vídeo, eu explico um pouco sobre como são e, quais são, as burocracias iniciais para começar um curso de pós-graduação, seja mestrado ou doutorado.



Esse tema, eu já abordei em um texto ano passado (Como se preparar para as burocracias da pós-graduação no ingresso do mestrado ou doutorado), entretanto, creio que pode ser interessante utilizar textos mais antigos, na forma de vídeo e áudio, pois nem todos tem muito tempo para ler um conteúdo mais extenso. 

Além disso, consigo manter duas abordagens diferentes para produção de conteúdo e divulgação, o que auxilia bastante a rotação do blog e do canal do YouTube.


terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

História da Química | Idade Moderna e a Ciência - Renascimento - Parte 1

As videoaulas sobre Idade Moderna, ou Renascimento, serão divididas em 3 vídeos, assim como ocorreu com a Idade Média. 

Neste primeiro vídeo, discuto sobre a transição da Idade Média para a Idade Moderna, através de grandes eventos, como a tomada de Constantinopla pelos Otomanos e a descoberta da América. Nesse contexto, de grandes mudanças e constantes conflitos, ocorreram muitas inovações e uma maior abertura do conteúdo científico, o qual ficará recluso com a Igreja, devido a necessidade de tradução dos textos árabes para o latim. Todavia, mesmo iniciando um processo de abertura desse conteúdo científico, esses textos ainda não eram livres para qualquer pessoa, sendo que, somente quem pertencia a uma casta mais nobre ou que tinha garantias financeiras, conseguia manter seus estudos. 


Nesse período a Astronomia começa a ganhar forma dentro do escopo científico, se afastando da astrologia e, cientistas como Nicolau Copérnico, Galileu Galilei e Johannes Kepler contribuíram para o desenvolvimento de teorias que modificaram, aos poucos, a forma como se interpretava a posição celeste dos astros. Essas ideias contribuíram muito para a formalização de uma nova forma de encarar o pensamento lógico e científico, o qual, dependeria diretamente de formalização de métodos de trabalho.

Nicolau Copérnico

Johannes Kepler

Galileu Galilei
Dentro do contexto das novas visões sobre ciência, propostas de métodos foram sendo elaboradas. René Descartes, talvez tenha sintetizado uma das primeiras formas de se desenvolver um método de pesquisa, se embasando no método empírico de Galileu Galilei e no método indutivo de Francis Bacon. Esse novo esquema, de se aplicar a lógica na ciência, torna-se uma das partes mais importantes da definição de pesquisa científica, no que tange à investigação.

René Descartes

Francis Bacon
No que se refere à Química, agora como ciência e, não mais como alquimia, surge Van Helmont como primeiro grande químico. Van Helmont fez diversas contribuições para a ciência, auxiliando na definição de gás e vapor. 

Van Helmont
Ele também desenvolveu métodos de produção de Ácido Sulfúrico, Ácido Clorídrico, Ácido Nítrico e Sulfato de Cobre. Descobriu o Gás Carbônico e o Dióxido de Nitrogênio. Além desses trabalhos, Van Helmont, definiu o processo de combustão.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Elon Musk - Como obter sucesso em qualquer área, ramo ou atividade?

Nesse vídeo, comento um pouco sobre como uma pessoa que quer crescer profissionalmente na carreira deve pensar e agir, para isso me aproprio do exemplo de Elon Musk. 

Hoje o tão badalado Elon Musk, consegue flutuar entre várias áreas do empreendedorismo, pois tem suas bases fundadas em mais de uma área do pensamento. Sua fortuna basicamente surge devido seu conhecimento na área econômica, a qual ele empreende, atualmente, em tecnologia de ponta dentro do escopo de energia renovável e da engenharia aeroespacial. 



Em resumo Elon Musk é programador de computadores, economista, físico, engenheiro, marqueteiro, administrador, empresário e filantropo. Esse conjunto de especialidades, remete aos grandes cientistas que conseguiram criar alguma revolução na ciência. Temos como exemplos de pessoas assim Galileu Galilei, René Descartes, Leonardo Da Vinci, Gregor Mendel, dentre muitos outros, os quais possuíam uma grande lista de especialidades dentro das diversas áreas do pensamento.

Obviamente, Elon Musk abandonou o meio acadêmico, para ganhar dinheiro no meio empresarial, entretanto, se cercou de bons especialistas para conseguir desenvolver seu objetivo dentro da ciência.

Portanto, por mais estranho que possa parecer, seguir o exemplo de Elon Musk, no que tange o caráter formativo, se mostra, uma boa estratégia para alcançar o sucesso dentro do meio acadêmico também (mesmo sendo Elon Musk  uma pessoa que escolheu abandonar o meio acadêmico, para se dedicar ao ramo empresarial).

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Como escolher um curso sem se frustrar?

Estou fazendo um ciclo de "dicas" para quem está pensando em prestar um vestibular, ou que acabou de entrar na faculdade. Nesses três primeiros vídeos, eu abordei um pouco sobre minha trajetória até entrar na faculdade, como fazer provas de vestibular e, agora, estou explicando bem sucintamente como escolher um curso para fazer o vestibular.

Na realidade, não estou explicando o curso que cada um deve prestar, mas sim, mostrando que antes de escolher um determinado curso, você deve definir a área do conhecimento que você tem aptidão.

As áreas do conhecimento existem pois, são frentes compreensíveis para as pessoas, entretanto, cada um possui um gosto diferente. Por exemplo, quem gosta de engenharia, tem que estar disposto a fazer cálculos, ou seja, essa pessoa tem aptidão para ciências exatas.

Existem, resumidamente, três grandes áreas do conhecimento:

Exatas, Biológicas e Humanas.

Dentro de cada uma dessas áreas, existe uma infinidade de ramos que fazem com que as mesmas acabem se ligando. Em algumas provas, existe a área de tecnologias, entretanto, essa área nada mais é  do que a intersecção de, ao menos, duas das áreas mais abrangentes.



Conhecer a área que você tem mais aptidão, torna o processo de escolha de um curso algo mais simples e certeiro, evitando possíveis frustrações no futuro. Dessa forma, elenco dois passos, ou "dicas", para que um candidato a vestibular tome, a fim de escolher melhor o que almeja no vestibular.

O primeiro passo, ou mesmo dica, já está explicitado, e é a definição da área do conhecimento a qual se tem tem mais aptidão. Já o segundo passo se baseia em entrar em contato com a área do conhecimento escolhida e, vasculhar dentro desse universo, quais cursos se enquadram. Quando se faz essa pesquisa, é muito interessante buscar a ementa curricular dos cursos, ou seja, quais são as matérias que compõem a grade de cada um. Assim, você consegue compreender se realmente um curso fará sentido para você. 

Atualmente existem algumas formas para se fazer essa pesquisa, uma delas é entrar no site das faculdades e procurar se não existe a ementa curricular dos cursos abertas ao público. Outra forma é entrar em contato com a secretaria da universidade que oferece o curso, explicar que irá prestar vestibular e perguntar se não existe a possibilidade de lhe informarem sobre a ementa curricular. A ultima forma e, talvez a mais simples, é pedir para uma pessoa que faz o curso lhe passar essa informação. Muitas vezes, alunos e até mesmo professores estão dispostos a fazer isso pelos futuros alunos e, também existem grupos organizados pelas próprias universidades, a fim de explicar informações sobre cursos.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Como fazer provas de alternativas de múltipla escolha?

Nem sempre, fazer provas de vestibulares são atividades fáceis, sendo que se exige uma outra competência além do conteúdo específico de cada matéria. Essa competência é o saber fazer provas.

Atualmente é muito comum que as provas de vestibular, concursos e até mesmo de seleção para a pós-graduação sejam no formato de questões com alternativas. Dessa forma é muito importante saber como fazer esse tipo de prova.

Nesse vídeo eu discuto 6 passos importantes que auxiliam em como fazer provas de alternativas de múltipla escolha e que podem ajudar muito a fazer uma boa prova de vestibular.


Os 6 passos são:

1 - Ler a prova inteira (inclusive a proposta de redação) antes de inicia-la: Isso te auxilia a conhecer a prova e já ir traçando uma estratégia para resolve-la. Assim você consegue determinar por qual área ou disciplina iniciar a prova. Além de conhecer a proposta de redação (quando se exige redação no mesmo dia), ler a prova muitas vezes ajuda a ter ideias para compor melhor sua redação, pois, baseando no tipo de questões, você geralmente consegue traçar uma boa estratégia de texto dissertativo. Em outras palavras, a redação se esconde entre as questões.

2 - Iniciar a prova pela área que você tem mais facilidade: Isso, obviamente, vai de pessoa para pessoa, mas é importante não somente iniciar pela área que você considera mais fácil, mas também, pela área que vai te garantir mais pontos. Algumas provas de vestibular atribuem pesos às disciplinas que são correlatas com a sua área escolhida. Por exemplo, em medicina uma matéria que tem peso dobrado é biologia, portanto, conseguir uma boa nota nessa matéria é essencial.

3 - Saber identificar questões que você não sabe responder: Uma das coisas mais importantes a serem pensadas para se fazer provas de múltipla escolha, se relacionam com o fato da prova ter um tempo limitado para ser feita. Dessa forma, você não pode perder tempo em questões que não sabe responder. Saber identificar esse tipo de questão é uma das habilidades mais importantes que se espera de um postulante a uma vaga na universidade. Uma forma de se evitar isso é montar uma estratégia de marcação de respostas, como por exemplo, anotar no rodapé da página o número da questão e a alternativa escolhida. Essa estratégia, além de fazer você ganhar tempo e evitar erros na passagem para o gabarito, te auxilia a identificar o que você não sabe fazer, uma vez que você não tem tempo para ficar voltando e refazendo questões passadas.

4 - Sempre responder as questões se embasando no bom senso: Em geral, sempre existem alternativas em uma questão de múltipla escolha, que são absurdas ou muito extrapolativas, em outras palavras, que são facilmente identificáveis como erradas. Grande parte da resolução de questões, nesse caso, seja de múltipla escolha ou mesmo dissertativas, se passam pela necessidade de se aliar o conhecimento ao bom senso. Nunca deve-se orientar ao absurdo, na resolução de um problema de vestibular. Podem existir questões que estão com caráter das famosas "pegadinhas", entretanto, elas são a minoria nas provas.

5 - Sempre levar em consideração a primeira impressão: Essa dica está relacionada com um momento que você fica em dúvida sobre duas alternativas. Em geral, se você estudou para a prova, além de haver uma confiança mais preponderante, quando se depara com uma questão que gera dúvida, você fica em dúvida entre a alternativa certa e uma "quase certa". Nesse caso, para conseguir escolher da melhor forma possível qual assinalar, é interessante acreditar na questão que deixa a "primeira impressão". Muitas vezes, o conteúdo de uma matéria se encontra salvo em nossa cabeça, entretanto, por causa do nervosismo fica difícil de se lembrar da resposta. Dessa forma, é importante acreditar em sua intuição pois, grande parte do conteúdo fica armazenado no subconsciente e, quando ocorre esse travar, frente uma questão, o subconsciente entra em funcionamento e começa a tentar a chamar nossa atenção para um determinado fato. Esse fato fica explicitado na "primeira impressão".

6 - Se for chutar, chute de forma aleatória: Antigamente, provas como a FUVEST (provas com 10 -12 questões de múltipla escolha por matéria), garantiam ao menos uma ou duas "letras" (alternativas) repetidas no conjunto de respostas (gabarito) de uma matéria. Em outras palavras, se você fosse chutar em uma letra só para uma matéria, teria em torno de 20% a 22% de chance de acertos. Atualmente, esse fato não é mais verdade, sendo que, se atribui mais aleatoriedade do editor das questões, a fim de evitar alguma periodicidade ou estilo pessoal, que possam ser decodificados. Assim, se a prova está chegando ao fim e, não há mais tempo para tentar ler as questões, se usar de bom senso e da primeira impressão... você tem que chutar de forma aleatória, evitando criar padrões. Isso é importante pois, como o editor não se baseia em padrões para fazer a distribuição das alternativas repetidas, é mais garantido acertos se você não tentar chutar em uma única "letra", ou criar um padrão de chute.

Para finalizar, é importante lembrar que essas dicas só surtem efeito se o candidato treinar fazer esse tipo de prova, além de estudar bem o conteúdo de cada matéria. Pode parecer óbvio até, mas esse não é um modelo de como fazer uma pessoa passar no vestibular, mas sim, auxiliar na execução da prova. Sem estudar, nenhum modelo é capaz de fazer milagre!


segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

História da Química | Idade Média e a Ciência - Parte 3

Temos aqui, a terceira e última parte, das aulas que abrangem a História da Química na Europa medieval. 

Nesse vídeo, mostro como se deu a transição entre a alquimia e química e, os responsáveis por essa mudança conceitual. Além disso, são apresentados os tradutores que tornaram os textos árabes compreensíveis para línguas europeias. Dentre eles temos Hermann - o Dalmata, Gerard de Cremona, Bartolomeu da Inglaterra, Vincent de Beauvais e Alberto Magnus (Santo Alberto).


Dentre os primeiros cientistas que trabalharam com química, em sua definição mais próxima de ciência, temos Roger Bacon e Paracelso, os quais já iniciavam uma exclusão de características mágicas dos compostos e, a levarem em conta, efeitos naturais como intrínsecos da matéria. Isso auxiliou na consolidação de uma nova forma de pensamento, na qual, os fenômenos ocorrem devido a existência de leis naturais. Entretanto, antes de chegar aos grandes cientistas formais de química, ainda é apresentado, talvez o último grande alquimista europeu, no caso Nicolas Flamel, que obteve contato com a alquimia pois era um comerciante de livros.

Nicolas Flamel (1330 d.C à 1418 d.C - França)

 Roger Bacon (1214 d.C à 1294 d.C - Inglaterra)


Paracelso (1493 d.C à 1541 d.C - Suíça)

Uma das quebras paradigmáticas que essas vídeo aulas sobre a ciência na idade média tenta trazer, é o fato de que tem-se dito a muito tempo que no período houveram treva e, muito pouco desenvolvimento científico. Fica claro, em uma análise crítica que, a ciência começa a se formalizar e a sair do escopo ligado ao misticismo na idade média. Sendo desenvolvidas muitas inovações na área de medicina, engenharia, agricultura e belicismo.