domingo, 5 de agosto de 2018

Vamos entender como a pós-graduação usa a verba pública?

Mais uma vez faço uma postagem referente ao alarmante momento que a ciência brasileira passa. No caso, temos um vídeo onde existe a opinião de duas pessoas vinculadas ao meio acadêmico, no caso o meu amigo Kalil Bernardino, que é pós-doutorando na USP da cidade de São Paulo e a minha opinião, que sou doutorando da USP da cidade de São Carlos.
O vídeo é um podcast no início, mas a partir dos 9:48 minutos eu adicionei na integra o vídeo explicativo do Kalil, tendo como objetivo esclarecer, principalmente para a população que não se encontra no meio acadêmico como as coisas funcionam.


É muito importante se informar de como é a burocracia científica, para que todos comecemos a dar mais valor ao esforço gigantesco que nossos pesquisadores fazem com tão pouca verba.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

CAPES diz que pode cortar bolsas de mais de 93 mil alunos e pesquisadores no segundo semestre de 2019.

Hoje (02/08/2018) a instituição de fomento para ensino superior CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) liberou uma notícia que no mínimo é preocupante.

Nessa carta (a qual deixo na integra logo abaixo) o presidente da CAPES Abilio A. Baeta Neves encaminha ao Ministro de Estado da Educação (Rossilei Soares da Silva), um texto explicando que a instituição de fomento está com graves problemas de vencimento e que o orçamento de 2019 não poderá ser condizente com o orçamento de 2018 (embasado na LDO - Lei de Diretrizes Orçamentais). Em outras palavras, 2019 será um ano pobre, uma vez que a tendência é a de que o orçamento do MEC não seja preservado devido a política de corte de gastos.

Isso terá um impacto muito grande na esfera formativa e de desenvolvimento científico do Brasil, sendo que, bolsas serão cortadas no nível de formação de professores (PIBID, ProEB, IES, Parfor), na pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-dourado) e também nos programas de intercâmbio. 


A princípio a carta tem caráter alarmante, mas pode vir a se tornar realidade. 
Entretanto o que provavelmente irá acontecer é que somente as bolsas que seriam oferecidas no segundo semestre de 2019 serão cortadas. As bolsas de pós-graduação em resumo funcionam como um sistema de herança, sendo que a verba depende da quantidade de alunos que defendem no período, em outras palavras, quando uma pessoa sai do programa, existe a possibilidade de repassar a bolsa para uma outra pessoa no mesmo nível. O que tende acontecer é que ao finalizar o tempo de bolsa vigente, esse fomento venha a ser cortado e não repassado. Logo, menos bolsas serão ofertadas para a pós-graduação. 

Além disso, existe a tendência de haverem menos pessoas se candidatando a vagas para mestrado e doutorado. Nesse segundo semestre no IQSC (Instituto de Química de São Carlos) houveram muito poucos candidatos ao mestrado e ao doutorado, sendo esse instituto um dos melhores da América Latina e, consequentemente, um dos mais importantes do Brasil. Esse fato inusitado se relaciona com o fato de que as bolsas como um todo já não possuem um valor suficiente para manter um estudante na cidade de São Carlos, devido aos custos altos com alimentação, serviços básicos, transporte e aluguel. 

O mais complicado é que como existe a exclusividade, assinada em um contrato e até reconhecida em cartório, os estudantes com bolsa não podem ter um emprego, correndo o risco de ter que devolver o valor total da bolsa recebida no período caso o vinculo de exclusividade não seja respeitado. Todavia, se ocorrer de todas as bolsas serem cortadas, muitos pós-graduandos vão sofrer com quebras de contrato imobiliário, pois a grande maioria desses estudantes vivem em residências alugadas longe de casa, pois não são naturais das cidades onde se encontram os campus universitários. Os contratos imobiliários, na maioria, são lavrados para um ano de contrato, sujeito a multa se forem quebrados antes do período.

No que se refere a distribuição de bolsas nas provas de pós-graduação temos:
Em geral, os candidatos mais bem classificados recebem as bosas do CNPq (Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia) e os candidatos subsequentes recebem as bolsas da CAPES. Obviamente é valoroso receber qualquer bolsa, seja CNPq, CAPES ou FAPESP, sendo que o aluno se coloca com exclusividade de enquadramento, ou seja, não pode ter qualquer outra atividade remunerada em qualquer uma delas. As bolsas da FAPESP dependem da escrita de um projeto e excelentes notas do aluno. 


Abaixo a carta na íntegra:


COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR
Setor Bancário Norte (SBN), Quadra 2, Bloco L, Lote 06, Edifício Capes, 13° andar - Bairro Asa Norte, Brasília/DF, CEP 70040-020
Telefone: (61)2022-6004 e 2022-6002 - www.capes.gov.br




Ofício nº 245/2018-GAB/PR/CAPES

Brasília, 01 de agosto de 2018.
Ao Excelentíssimo Senhor
ROSSIELI SOARES DA SILVA
Ministro de Estado da Educação


Nesta
Assunto: Nota do Conselho Superior da Capes ao Ministro do MEC .
Referência: Caso responda este Ofício, indicar expressamente o Processo nº 23038.011597/2018-23.
Senhor Ministro,
O Conselho Superior da CAPES, reunido neste dia 01 de agosto, em debate sobre o orçamento da CAPES para 2019, deliberou pelo encaminhamento da presente manifestação sobre a elaboração da Proposta Orçamentária.
Preliminarmente, este Conselho saúda o empenho do Sr. Ministro no sentido de viabilizar a integridade orçamentária do MEC consagrado no artigo 22 da Lei de Diretrizes Orçamentárias 2019 (LDO). Esse processo exitoso resultou na manutenção dos valores de 2018 ajustados pela inflação como piso orçamentário para o próximo ano.
Em contraponto a essa importante conquista, foi repassado à CAPES um teto limitando seu orçamento para 2019 que representa um corte significativo em relação ao próprio orçamento de 2018, fixando um patamar muito inferior ao estabelecido pela LDO. Caso seja mantido esse teto, os impactos serão graves para os Programas de Fomento da Agência. Citamos aqui algumas das principais consequências nas linhas de atuação da Capes:

1. Pós-graduação
Suspensão do pagamento de todos os bolsistas de mestrado, doutorado e pós-doutorado a partir de agosto de 2019, atingindo mais de 93 mil discentes e pesquisadores, interrompendo os programas de fomento à pós-graduação no país, tanto os institucionais (de ação continuada), quanto os estratégicos (editais de indução e acordos de parceria com os estados e outros órgãos governamentais).

2. Formação dos Profissionais da Educação Básica
Suspensão dos pagamentos de 105 mil bolsistas a partir de agosto de 2019, acarretando a interrupção do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) (Edital n° 7/2018), do Programa de Residência Pedagógica (Edital n° 7/2018) e do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) (Edital nº 19/2018).
Interrupção do funcionamento do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB) e dos mestrados profissionais do Programa de Mestrado Profissional para Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica (ProEB), com a suspensão dos pagamentos a partir de agosto de 2019, afetando os mais de 245.000 beneficiados (alunos e bolsistas - professores, tutores, assistentes e coordenadores) que encontram-se inseridos em aproximadamente 110 IES, que ofertam em torno de 750 cursos (mestrados profissionais, licenciaturas, bacharelados e especializações), em mais de 600 cidades que abrigam polos de apoio presencial.

3. Cooperação Internacional
Prejuízo à continuidade de praticamente todos os programas de fomento da Capes com destino ao exterior.
Um corte orçamentário de tamanha magnitude certamente será uma grande perda para as relações diplomáticas brasileiras no campo da educação superior e poderá prejudicar a imagem do Brasil no exterior.

Diante desse quadro, o Conselho Superior da CAPES apoia e solicita uma ação urgente do Ministro da Educação em defesa do orçamento do MEC que preserve, integralmente, no PLOA 2019 o disposto no Artigo 22 da LDO aprovada no Congresso Nacional.
Respeitosamente,
ABILIO A. BAETA NEVES

Presidente

terça-feira, 10 de julho de 2018

Entendendo a Tabela Periódica dos Elementos Químicos.

Como havia prometido, estou iniciando uma nova série de vídeos, no caso, serão baseados na Tabela Periódica dos Elementos Químicos. Dessa forma, pretendo discutir todas as famílias de elementos da tabela. Entretanto, antes de começar esse trabalho, existe a necessidade de se compreender algumas coisas básicas da organização estrutural da tabela.


É creditado a Dmitri Mendeleiev a criação da Tabela Periódica dos Elementos Químicos, todavia, quando ele começou a organizar os elementos baseados no seu número de prótons, eram conhecidos somente 63 elementos. Dessa forma, a tabela foi sendo construída ao longo do tempo por diversos cientistas, os quais descobriram, ou sintetizaram, novos elementos. Assim, na realidade, Mendeleiev, criou a classificação dos elementos químicos. Uma grande vantagem desse esquema de catalogação era que tornava-se possível prever a existência de outros elementos, uma vez que, o número atômico era sequencial e, único, para cada elemento.

Figura 1: Dmitri Mendeleiev - O pai da Tabela Periódica dos Elementos Químicos.

O número atômico (Z), além de ser o "RG" de cada elemento químico, ele indica a quantidade de prótons que existe no núcleo do átomo de um elemento em particular. Dessa forma, podemos dizer que não existem dois elementos diferentes com a mesma quantidade de prótons.

Em resumo podemos dizer que, a tabela periódica dos elementos químicos, foi uma das ferramentas didáticas mais importantes criadas para a organização dos elementos. Ela possibilita ter uma visão lógica de como os elementos se agrupam, baseando-se em características como, número de elétrons na camada de valência, eletronegatividade, massa e, principalmente, no número atômico.


segunda-feira, 18 de junho de 2018

História da Química | Idade Moderna e a Ciência - Renascimento (Robert Boyle) - Parte 2


   A Idade Moderna foi um período histórico muito importante para o desenvolvimento do pensamento científico, uma vez que, a forma de se aplicar a pesquisa começa a romper definitivamente com o ocultismo.

    Além de nomes como Galileu Galilei na Itália e Descartes na França, um dos mais relevantes pesquisadores do período, nasceu na Irlanda em uma família de linhagem nobre e, seu nome era Robert Boyle.



      Robert Boyle nasceu no ano de 1627 e foi o primeiro filho do Conce Cork, começou seus estudos em casa, mas logo viajou por toda a Europa, entrando em contato com o trabalho de Galileu e Descartes, além disso, foi muito influenciado por Van Helmont. Em 1661 escreveu, O Químico Cético e, representou um marco no desenvolvimento do pensamento científico. Quando conseguiu uma posição de importância, Boyle ajudou a fundar em 1662 a Royal Society, uma das mais importantes academias de ciências da história.

Figura 1: Robert Boyle.

Figura 2: Royal Society.

     Dentre as diversas contribuições de Boyle para com a ciência, as mais importantes foram:
I - A Lei dos Gases.
II - Indicador Ácido-Base colorido.
III - Melhoramento da Bomba de Vácuo de Otto Von Guericke.
IV - Melhoramento do Termômetro de Galileu.
V - Abaixamento do ponto de ebulição de líquidos no vácuo.
VI - Refutou definitivamente a teoria dos quatro elementos de Aristóteles.
VII - Descobriu a Acetona, a Fosfina, o Fósforo, o Sulfato de Mercúrio e o Álcool Metílico.
VIII - Isolou o Hidrogênio gasoso.
IX - Provou que o ar é uma mistura de gases.
X - Desenvolveu a noção de elementos químicos.

      Todavia, a maior de suas contribuições foi a Lei dos Gases, também conhecida como Lei de Boyle ou Lei de Boyle-Mariotte (Edme Mariotte desenvolveu o mesmo pensamento que Boyle de forma independente no ano de 1676 na França).

Figura 3: Edme Mariotte.
     A Lei dos Gases diz que existe uma relação direta entre pressão e volume (em temperatura constante), sendo que, se a pressão aumentar o volume também tem que aumentar para que a constante seja mantida igual. 

Equação da Lei de Boyle-Mariotte: P x V = k
P = Pressão, V = Volume e k = Constante.

       Entretanto com o aumento da pressão, sem que haja o aumento do volume, a força de pressão é acrescida cada vez mais. Segundo Boyle, essa força exercida se dá pelo fato das partículas que compõem os gases são semelhantes a esponjas ou molas, que possuem uma compressão máxima. Essa ideia é facilmente ilustrado pelo experimento da seringa com o bico tapado. Ou seja, quando mais pressão é oferecida, menos volume se tem e, como consequência, mais resistência das partículas acontece.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Nova Proposta de Vídeos: Vamos Falar de Tabela Periódica?

Em breve vou iniciar uma série de vídeos muito legais, onde vou discutir Tabela Periódica. O objetivo é conseguir deixar essa ferramenta científica mais simples para as pessoas e também, desmistificar os elementos químicos. Para isso pretendo explicar desde coisas bem simples, como as famílias dos elementos e seus períodos, até mesmo como funciona as tendências na tabela.




Obviamente, também trarei a ficha técnica dos elementos químicos e, quando possível, uma amostra do mesmo. Nesse vídeo, que na real é mais um aviso de que vou iniciar essa abordagem em breve, eu já mostro um pouquinho de Mercúrio.

domingo, 13 de maio de 2018

O que é um Ácido e uma Base?

Uma grande dúvida, que pessoas que estão iniciando nos estudos de química, é o de interpretar o que é um ácido e o que é uma base. Historicamente, determinar o que era um ácido e o que era uma base não foi um processo tão trivial, pois tanto os ácidos como as bases podem possuir comportamentos semelhantes. 

Tanto um ácido quanto uma base, podem ser muito agressivos, no que se refere a qualidades corrosivas, ou ainda, na toxicidade e periculosidade, sendo que, o uso sem segurança pode trazer danos perigosos para a saúde.


Inicialmente, a grande diferença que existia para com um ácido e uma base, estava relacionado com o sabor dos mesmos, sendo que, uma substância ácida sempre tinha um sabor azedo (ácido) ou picante, enquanto que, uma base, sempre tinha um sabor adstringente (que causa o amarrar da boca). 

Todavia, não é correto aspirar compostos químicos, ingerir ou mesmo entrar em contato com a pele, pois como foi dito anteriormente, existe toxicidade em ácidos e bases. Dessa forma, havia uma necessidade de se determinar uma teoria, a qual, ajudaria a determinar o que era uma base ou um ácido sem ter que experimentar soluções.

Nesse contexto, dentre de estudos avançados sobre a ionização de compostos, um químico sueco chamado Svante Arrhenius, desenvolveu uma teoria, a qual dizia que:

"Compostos que quando se encontram dissolvidos ou diluídos em água e que possibilitam a passagem de corrente elétrica, são composto que liberam íons na solução, todavia, compostos que não auxiliam na condução elétrica, quando se encontram em solução, não liberam íons no meio."

Dessa forma, surge o conceito de substâncias iônica e substâncias moleculares. Como os ácidos e as bases propiciavam um aumento na condutividade elétrica na solução, isso indicava que os mesmos liberam íons no meio, caracterizando-os como substâncias iônicas.

Svante Arrhenius definiu então que:

"Baseado no fato de que, pequenas quantidades de moléculas água se autoionização, ou seja, produzem íons H+ (Hidrônio) e íons OH- (Hidroxila) no meio, um ácido, por ser um composto que possui o H+, seria o responsável por aumentar a concentração desse íon no meio, enquanto que, uma base, por possuir em sua composição molecular o OH-, seria a espécie responsável por aumentar a concentração desse íons no meio."

Figura 1: Svante Arrhenius foi um químico sueco, que ganhou o Prêmio Nobel de Química em 1903. Sua teoria auxiliou na compreensão da existência de compostos que produziam espécies com cargas, que só existem em meio aquoso. Essas compostos ganharam o nome de Substâncias Iônicas e as espécies que eram produzidas foram denominadas íons.

Assim, ficou determinado que, dentro da teoria de Svante Arrhenius para ácido e base, todo ácido seria composto por ao menos uma espécie H+, enquanto que, uma base por ao menos uma espécie OH-. Com isso, ao reagir essas espécies, há sempre a produção de moléculas de água e sal. Em outras palavras, os íons Hidrônio e Hidroxila, por serem as espécies que definem um ácido e uma base, respectivamente, ao entrarem em contato, geram água como produto principal da reação e um sal proveniente do Cátion (íon positivo proveniente da base) e do ânion (íon negativo proveniente do ácido).

Um fato interessante, e que tem que ser muito bem frisado, é que um ácido ou uma base, só vão ter seus íons representativos, se e somente se, estiverem dissolvidos ou diluídos em água, uma vez que, um íon somente existe em solução aquosa. Dessa forma, soluções superconcentradas de "ácidos" ou de "bases", os quais não se encontram em solução aquosa, mas sim no estado líquido, não possuem íons no meio, o que, dessa forma, não os caracterizam como espécie ácida ou espécie básica. Por esse fato, quando se abre um frasco de ácido e, verte seu conteúdo sobre alguma outra substância, dá a impressão que o ácido não é tão forte, todavia, deve-se notar que o composto não está realmente liberando o íon H+ no meio, o que realmente é o íon que define um ácido. 

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Como Surge a Divulgação Científica - Segunda Parte.

Nesse vídeo, apresento a segunda parte sobre o que é e como surge a Divulgação Científica. No caso, mostro a definição criada por Philippe Roqueplo no ano de 1974, a qual serviu de base para compreender o que estava ocorrendo educacionalmente na segunda metade do século XX.


Além disso, também é criada uma lei no ano de 1980, a qual obrigava todos os canais norte-americanos a terem em sua grade semanal, ao menos um programa da área de ciências. Dessa forma surge em 1980 o programa Cosmos, o qual era apresentado por Carl Sagan e em 1992 o famoso The Beakman's World, apresentado por Paul Zaloom. Nesse escopo surge então um questionamento: Como identificar um programa de Divulgação Científica?

Figura 1: Carl Sagan  X  Paul Zaloom.

O questionamento surge, pois um programa de Divulgação Científica, devia se utilizar de termos corretos de ciências e não de possíveis animismo, o que era e é algo errado didaticamente.

A primeira parte desse texto pode ser encontrada no seguinte link: Como Surge a Divulgação Científica - Primeira Parte.